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Segunda-feira, 24 de julho de 2017.
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Sérgio Machado
Radialista


Segurança Pública, uma responsabilidade de todos
   
A insegurança pública não é um fenômeno do Ceará, mas do Brasil. O número de homicídios tem diminuído nas grandes cidades e aumentado no interior, especialmente no Nordeste, conforme dados da pesquisa 'Atlas da Violência 2016', do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Dentro do cenário de aumento desses índices, aparece uma tendência chamada de "novo cangaço", que é a ação de bandos armados que dominam cidades, fazem reféns, enfrentam a polícia e roubam bancos.

Foi, possivelmente, um desses bandos que atacou recentemente o grupo de militares que realizava patrulhamento de rotina na cidade de Banabuiú, no Sertão Central, resultando na morte de três policiais. Este fato chocou não apenas a população de Quixadá, mas de toda a região, que vivencia a escalada da criminalidade e da violência em seus municípios.

No último mês de junho, o Governo do Ceará se deparou com as graves conseqüências da crise no Sistema Penitenciário, agravada pela greve dos agentes penitenciários, e com a morte de detentos e danos ao patrimônio público. Até a Força de Segurança Nacional foi chamada ao Estado.

Entendo que o Ceará atravessa um momento gravíssimo na segurança pública. Na manhã do dia do ocorrido, o Governador Camilo Santana havia participado da formatura de 216 novos oficiais da Polícia Militar e dos Bombeiros. lembro que um novo concurso da Polícia Militar deverá ser realizado em breve, com previsão de cerca de 4200 vagas. A partir de agosto. serão nomeados 158 delegados, 221 inspetores e 274 escrivães, já que todos esses concluíram o curso na Academia de Polícia do Estado.

Mas segurança pública não é responsabilidade só do Estado. Acredito que só com a colaboração de todas as forças e segmentos governamentais e da sociedade civil encontraremos meios de superarmos essa preocupante crise na segurança pública.

A nossa Constituição prevê que os municípios poderão ter suas guardas municipais, assim protegendo de seus bens, serviços e instalações. Sem duvida, se todas as nossas cidades implantassem guardas municipais, ajudariam a inibir algumas desordens, ajudando, assim, no trabalho preventivo de ocorrências. Outras atividades inibidoras, como o vídeo monitoramento das zonas urbanas e a implantação de políticas publicas de combate às drogas e de promoção do esporte, lazer e da cultura, sobretudo tendo como foco a juventude, seriam uma forma direta de se intervir nessa realidade.

Quando se fala em segurança pública, há de se entender que são necessárias uma série de ações conjuntas. Não se faz segurança pública apenas com polícia, mas com agentes capacitados, melhores condições de trabalho, e o somatório de outras áreas governamentais, que vão desde a educação à geração de trabalho para todos.

A situação está insustentável, a violência virou rotina, não é mais novidade no noticiário, não é exclusividade de nenhum município. Senador Pompeu registra espantoso aumento de violência contra mulheres, Quixeramobim e Madalena são  assaltos que se repetem, Quixadá contando lamentáveis homicídios. Enfim, precisamos, com urgência, buscar soluções.

Senhores prefeitos, vereadores, lideranças locais, deputados, governador, vamos discutir o assunto, vamos trabalhar juntos. Todos somos capazes de, juntos, construir uma saída para esse quadro preocupante que toma nossas cidades, nossas famílias.

Nossa população está apavorada, e essa sensação de medo e impotência aumenta ainda mais quando vemos que nem a própria polícia escapa da ação dos bandidos.

Segurança pública é uma questão que precisa ser tratada como prioridade. Não aguentamos mais viver nesse clima de guerra.

Temos medo de sair de casa, medo de estar em casa, MEDO! Viramos reféns da bandidagem. precisamos ter o direito de viver em paz.

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