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Sérgio Machado
Radialista


Patrimônio histórico-cultural: Preservar, não reconstruir.
   

Contrariando interesses individuais o Ministério Público de Quixeramobim ingressou recentemente com uma ação civil pública onde os promotores de Justiça do município exigem a reconstrução do prédio que dantes abrigava a Farmácia São Pedro, demolida por um empresário da cidade. 

Em se tratando de Quixeramobim a postura destemida do Ministério Público dá novo fôlego àqueles que lutam pela preservação do pouco que nos resta de nosso patrimônio. Àqueles que como eu vêem no desrespeito ao patrimônio uma amostra do desprezo à história e a cultura de nossa sociedade.

A Farmácia São Pedro, uma construção do início do século passado, quando o município vivenciava os ciclos do couro e depois, do Algodão, épocas marcantes da nossa história, pertenceu por quase meio século ao farmacêutico Pedro Teles de Menezes, que também foi prefeito de Quixeramobim, tal qual quem lhe sucedeu à frente do empreendimento, o médico José Alves da Silveira. 

Por diversas ocasiões José Alves disse não a especulação imobiliária, resistindo bravamente em nome da preservação do prédio, mas com seu falecimento, o temido fato ocorreu e o desfecho foi a destruição de mais um patrimônio desta terra que costuma presenciar o desmoronamento de sua história dia após dia. 

Cidades como Salvador, Recife e Olinda, ou até mesmo mais próximas como Viçosa do Ceará, Icó e Aracati, mantêm importantes edificações de pé, como testemunhas de sua evolução histórica, social e econômica, mas em Quixeramobim, as marcas deixadas são os escombros e o vazio. Aqui, levanta-se o concreto como símbolo de um novo tempo, o tempo da agressão ao patrimônio e da supremacia do capital. 

Louvável a atitude do Ministério Público. Que sirva de exemplo às demais esferas públicas, sobretudo aos gestores de cultura e que, mais do que isso, não seja mais necessário a Justiça impor a reconstrução, mas que não venham mais a ocorrer destruições.  

Há quem defenda o avanço do concreto sobre a história. Eu acredito no progresso que pode perfeitamente conviver com nosso patrimônio, na árvore que cresce semeando, sem tornar a terra infértil. Acredito que o respeito ao patrimônio e a preservação de nossa arquitetura são formas de manter nossos valores vivos, de ter um referencial. A cultura é a nossa essência, é o que somos. Sem a sua preservação, vamos aos poucos deixando de ser.


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