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Sábado, 18 de novembro de 2017.
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Sérgio Machado
Radialista


O tradicional carnaval sem tradições de Quixeramobim
   
Findado o carnaval, hora de fazermos um balanço do período em Quixeramobim, onde a cada ano mais e mais foliões optam por brincar os dias do reinado momino. A cidade que vem fazendo um dos maiores carnavais do interior comemora o final da folia sem acidentes graves, sem violência e com muita animação.

Com infraestrutura ainda deficiente nos quesitos acessibilidade, conforto, e higiene, a organização, comandada pela secretaria de cultura e turismo optou, mais uma vez pelo forró elétrico e pelo axé baiano, além da performance da funkeira Mulher Melancia. O número de foliões, apesar de elevado, não condiz com o que se viu. Nota-se também um empenho em dar demasiada repercussão ao fato e atrair o público, mas pode-se questionar os critérios utilizados na escolha das atrações.

Não seria o momento de se trabalhar um resgate da cultura carnavalesca, de tentar valorizar mais o potencial artístico local, de se promover um carnaval um pouco mais voltado para a participação das famílias? Vendo os carnavais de Olinda, de Recife e até de cidades do interior do Estado observamos uma valorização das manifestações culturais locais, coisa que não vemos em Quixeramobim e que se houvesse, com certeza engrandeceria ainda mais o nosso período de carnaval.

Nada contra a mulher melancia, mas afinal, o que ficou disso tudo?Que mensagem foi passada aos nossos jovens, à nossa sociedade? Esqueçamos Pierrôs e Colombinas e viva as popozudas do funk? Nada menos original!  E tirando-se a disputa polarizada e política entre os dois blocos oficiais existentes hoje no município, o que se pode esperar dos próximos carnavais?

Avançamos sim, mas, para onde? Isso é o que deve ser questionado. Que possamos a cada ano realizar um carnaval mais animado, mais seguro e popular, sem que tenhamos, no entanto que esquecer as nossas origens. Que achemos espaço para o frevo, o nosso maracatu e as demais manifestações que fazem a riqueza de nossa cultura tradicionalmente renegada.

Foram-se os tempos das marchinhas, das fantasias cuidadosamente elaboradas e exibidas com orgulho. Importamos o funk, dizimamos a essência do carnaval nordestino e assistimos passivos a essas transformações. Afinal, nada se cria, tudo se copia. E na era em que se destacam as mulheres-frutas, ficamos todos com caras de banana vendo o dinheiro público financiar o sepultamento do que temos de mais belo: a nossa cultura.

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