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Sérgio Machado
Radialista


A atuação do Estado na promoção da Cultura
   
Em entrevista recente, quando indagado sobre o porquê de sua ausência nos palcos cearenses e o que falta para que isso seja solucionado o ator Gero Camilo, natural de Fortaleza, reconhecido nos principais centros do país pelo seu trabalho no teatro, no cinema e na televisão fez um desabafo:“ falta vergonha na cara”, referindo-se à política cultural do Estado, que segundo ele ainda deixa muito a desejar.

Em um outro trecho da entrevista concedida à imprensa quando das filmagens do filme o Auto da Camisinha em Quixadá, Gero disse ainda que nunca conseguiu ser recebido pelo atual gestor da cultura no Estado nem pela sua antecessora.

Se um ator da grandiosidade de Gero sente essa distância, essa ausência do poder público, não conseguindo sequer ser atendido pelo secretário da cultura, imagine a situação dos profissionais espalhados na capital e sobretudo no sertão, onde as ações do Estado nessa área são esparsas e as iniciativas privadas, ainda que oferecidas gratuitamente ao público encontram grande dificuldade de apoio governamental.

Cabe lembrar que segundo preceitua a nossa Constituição Federal, em seu artigo 215, “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.

Captar recursos para a realização de atividades culturais, porém, é tarefa árdua. Quando o Estado fecha as portas, inviabiliza a realização de um grande número de atividades, pois mesmo através da Lei Rouanet, que permite a dedução do valor aplicado no imposto devido das empresas são poucas as que investem no setor cultural.

Questão cultural mesmo, de falta de visão e de uma compreensão do relevante papel da cultura na sociedade. O que se vê hoje é muito evento puramente de entretenimento sendo realizado com os recursos públicos que deveriam fomentar a cultura.

Falta uma melhor coordenação política nesse sentido. Enquanto o Ministério da Cultura barra projetos alegando a falta de recursos, O Ministério do Turismo em parceria com prefeituras municipais, por exemplo, têm por hábito investir constantemente na realização de eventos que poderiam além de entreter promover a cultura.

Parece absurdo, mas constantemente escuto justificativas para esse fato como a de que o povo não gosta de eventos culturais. Ora, como se pode fazer esse tipo de afirmação se não se oferece à população o acesso a esses eventos? Portanto, a questão não é de gosto popular, mas de acesso.

Que o Estado cumpra o disposto na Constituição, pois assim como a saúde, a educação e a moradia, dentre outros, a cultura é um direito do cidadão, que precisa ser efetivado.  

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