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Sérgio Machado
Radialista


Brincando de fazer cultura
   
O Memorial Antonio Conselheiro, em Quixeramobim deveria ser um complexo cultural de preservação da história do mártir de Canudos, Antonio Vicente Mendes Maciel, o Conselheiro, cujo nascimento deu-se na cidade no ano de mil oitocentos e trinta. Porém, apesar de quase uma década, a construção está inacabada, com partes já deterioradas pela ação do tempo e dos vândalos e a omissão do poder público.

O projeto original foi totalmente deformado para o surgimento do que hoje se conhece como Memorial de Antonio Conselheiro e, tirando-se os painéis de xilogravura que retratam fragmentos importantes da história de Conselheiro e alguns personagens da Guerra de Canudos esculpidos em madeira, o que há para se ver da história de Antonio Conselheiro no espaço espremido no centro comercial da cidade? O visitante desavisado ao ali chegar se depara com uma rampa que leva a lugar nenhum, um teatro onde nem o piso foi concluído e continua lá, morto, inutilizado ou sub-utilizado.

A estrutura física do principal espaço cultural do município ilustra o modo como a cultura é tratada. Dia desses, passando em frente ao Memorial me deparei com um grupo de estudantes do ensino fundamental da rede privada de Fortaleza. Fiquei cá com os meus botões indagando qual a impressão que levariam os mesmos do Memorial Antonio Conselheiro, tendo em vista que o local não conta sequer com guia para orientar os visitantes. Fiquei observando as crianças e pensando no quanto poderia ser feito pela nossa história e cultura se aquele espaço fosse concluído e realmente posto em funcionamento.
 

É verdade que numa tentativa de tornar um pouco útil o espaço instalou-se ali uma ilha digital e a Biblioteca pública do município, o máximo que se conseguiu para dar-lhe um mínimo de serventia, mas falta muito ainda para merecer o título de Memorial Antonio Conselheiro. Falta levar o povo para dentro do Memorial, oferecer espetáculos ao público, fazer daquele espaço um lugar vivo, com histórias para contar, contribuindo ativamente para a promoção e preservação da nossa cultura e, mais do que isso, falta determinação de fazer, ou seja, a tão falada vontade política.

Até quando os gestores de cultura vão continuar brincando de fazer cultura, tratando o tema com indiferença?  Até quando a sociedade vai aceitar essa postura? Cento e setenta e nove anos do nascimento de Antonio Conselheiro, personagem central da Guerra de Canudos, um dos episódios mais importantes da história do país e a cidade-berço do líder de Canudos ainda lhe vira as costas. Como sempre, renegado pelos poderes constituídos, marginalizado pelas elites.

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