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Terça-feira, 19 de setembro de 2017.
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Sérgio Machado
Radialista


Resistência cultural
   
Completados vinte anos da morte de Luiz Gonzaga, um ícone da cultura brasileira, o nosso eterno Rei do Baião, venho através desse espaço fazer uma breve reflexão sobre o tratamento dado aos nossos valores, à nossa arte e à nossa cultura não só por parte do poder público, mas por considerável parcela da nossa sociedade. Acompanhei a luta de um jovem idealista, defensor da nossa cultura, presidente do Fã-Clube Viva O Rei, Fernando Ivo, que, arregaçou as mangas e empreendeu a realização da Semana do Gonzaga em nosso município e sentiu na pele a dificuldade de se obter apoio para a realização de eventos verdadeiramente culturais.

Diante de tantos nãos, da alegação de escassez de recursos públicos para o fomento a ações tão importantes para a promoção e resgate da nossa cultura, esse jovem aceitou o desafio e realizou uma semana inteira de palestras nas escolas sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga, onde diante de uma numerosa e atenta platéia pôde observar que o público jovem respeita e admira sim a nossa cultura, o nosso forró de raiz, os costumes do nosso nordeste, ao contrário do que afirmam muitos por aí.
 

O que falta na realidade é a oportunidade de acesso à boa música, à arte e às manifestações culturais que constituem a identidade de cada um de nós, faltam a sensibilidade e o compromisso daqueles que tem o dever legal de promover no seio da sociedade a verdadeira cultura.  

O exemplo de Fernando, que em desabafo afirmou ter gasto dinheiro do próprio bolso para levar a idéia adiante e realizar não só as palestras, mas exposições, concurso de redação e pintura, além de um tributo com sanfoneiros da terra em homenagem ao Rei nos mostra que a maior dificuldade para fazer da cultura uma prioridade está na vontade e aí a minha crítica ao poder público, que tem que ser criterioso na promoção dos eventos, que tem que analisar as atrações que são pagas com o nosso dinheiro. 

Não vi, por exemplo, nenhuma autoridade municipal seja da pasta da cultura ou de qualquer outra da administração no Tributo realizado. Em contrapartida, é fácil encontrar esse pessoal nos eventos que tem as mulheres frutas e as bandas de forró da moda promovidos pela administração municipal. Não cabe a mim discutir as preferências particulares das pessoas, mas como cidadão questiono a postura de quem exerce uma função pública na área e não valoriza iniciativa como esta que foi a Semana do Gonzagão. Essa ausência retrata a forma como é tratada a área da cultura em nosso município.   

Mas, como otimista que sou, espero que ações como esta do Fã-Clube Viva O Rei sejam não só apoiadas em edições futuras, como sejam incentivadas pelos nossos gestores de cultura e a sociedade não só em Quixeramobim, mas em todas as regiões, preservando e valorizando a nossa cultura, os nossos costumes e a rica história do Nordeste brasileiro.

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