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Sérgio Machado
Radialista




Insegurança social e inoperância do Estado
   

Vivemos momentos extremos de violência e insegurança, que saltam das telas do noticiário televisivo à realidade nossa de cada dia. Casos como o de Eloá são na realidade a ponta do iceberg. Meninas, mulheres, homens, jovens e adultos são espancados e mortos todos os dias e a sociedade já não reage com a mesma indignação, tendo em vista que já faz parte de seu quotidiano. Aí vem a TV e realiza ampla cobertura, mostra a frieza de Lindemberg, o olhar assustado de Eloá... Parece um reality show dos horrores.

No meio disso tudo uma polícia despreparada, desestruturada, figurativa, tentando ouvir através das paredes com um copo americano, escalando janelas com escadas que mais parecem de brinquedo. E a sociedade lá, atônita, dia e noite.

O caso Eloá é uma ferida na nossa alma, desnuda a nossa fragilidade, expõe a ineficiência do Estado. Relatos de violência são ouvidos em cada esquina, das grandes às pequenas cidades e rincões desse país.

Em Quixeramobim, cidade até bem pouco tempo pacata, sair com celular à noite ou até mesmo em outros horários em locais menos movimentados é pedir para ser roubado. Assaltos a comércio, arrombamento de carros e casas, são freqüentes. Difícil é se chegar aos culpados.

A Violência está generalizada, desde a forma de tratamento entre desconhecidos aos conflitos familiares. Presenciamos a disseminação da cultura da violência e a apatia da sociedade e do Estado. Muitas vítimas já não acionam mais a polícia, não prestam queixa dos crimes  sofridos por não terem perspectiva de terem uma resposta elucidativa e punitiva do Estado. E o crime vai avançando. Multiplicam-se as modalidades e as artimanhas dos bandidos diariamente, sem que a força policial reaja.

Os criminosos agem às claras, já não usam mais máscaras e até zombam da polícia, da justiça e da sociedade na certeza da impunidade. Para eles, o crime compensa. Vivemos sob tensão, viramos reféns da criminalidade e da inoperância do poder estatal, que é retrógrado e incompetente, não conseguindo responder positivamente às demandas da sociedade a qual deveria garantir a segurança.

Clamamos por uma nova postura das instituições. Que a polícia seja realmente polícia e se imponha, se faça respeitar, prepare-se, aja, pois não dá mais para conviver com essa insegurança e fingir que tudo isso é normal. Acordemos, acordem os senhores governantes. Reajam! Até quando vão permanecer deitados  em  “berço esplêndido”?


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