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Sérgio Machado
Radialista


O que o senador não disse, em Quixeramobim, sobre a atuação da CPRV
   

Repercutiu em todos os jornais e demais veículos de comunicação do Estado o comportamento do Senador Tasso Jereissati, que quando de sua passagem por Quixeramobim instigou o debate em torno da ação de fiscalização da Companhia de Policiamento Rodoviário. Acostumados a criticar o que chamam de populismo, os tucanos estão agora começando a enveredar pelo mesmo caminho. Já Marcos Penaforte, presidente estadual do partido defende que a aplicação das leis de trânsito e a atuação do órgão seja mais “branda”, levando-se em conta a questão sócio-econômica e cultural dos motociclistas.

Falava o senador a um público insatisfeito com a constante realização de blitz da CPRV no município. Foi como acender o pavio do barril de pólvora. Choveram críticas ao órgão. O senador mesmo não falou nada, mas que incitou, isso sim ele fez.

Para o jornalista Fábio Campos, do Jornal O Povo, a postura do senador Tasso Jereissati (PSDB) é “populista”, ao alimentar a insatisfação da população contra a fiscalização que a CPRV faz em relação ao uso de motos.

Temos acompanhado essas blitz e a revolta de muitos populares, mas não podemos nos deixar levar pelo discurso fácil de que o “pobrezinho” do motociclista não tem habilitação ou não mantêm em dias a documentação da sua moto porque não dispõe de recursos financeiros para tal feito, por exemplo. Ora, ninguém pode alegar desconhecimento da lei. Todo mundo sabe que para que se possa pilotar uma moto deve ter habilitação, todo mundo sabe que o proprietário de veículo deve pagar tributos e taxas, mantendo sua documentação atualizada e em dias com a Fazenda Estadual.

A Lei existe para ser cumprida, é igual para todos, seja para o rico que usa sua super moto do ano apenas para passeio, seja para o motociclista em sua moto já velhinha, para ir ao trabalho ou até mesmo fazer dela o seu meio de ganha-pão, atuando como mototaxista. Não há porque tratar de forma diferente quando a lei é uma só, é clara, e o Estado não pode se eximir de fiscalizar sua aplicação.

Todos nós, cidadãos de bem, devemos observar as leis que nos regem. Elas existem para pôr ordem na vida em sociedade. Se cada um de nós agíssemos como bem entendêssemos, se a lei fosse aplicada para uns e outros não, seria o caos. Além disso, a lei é uma proteção e não uma ameaça.

Agindo dentro da legalidade nenhum cidadão deverá ser importunado, mas estando fora desta deverá sim se submeter às conseqüências de seus atos. Não vamos aqui, jamais fazer apologia à prática de condutas que afrontem o que prega o nosso ordenamento jurídico.

Quando falamos de trânsito, falamos em vidas humanas que são ceifadas diariamente no Brasil, que possui um dos trânsitos mais violentos do mundo, falamos de vidas interrompidas de forma estúpida, na dor das famílias que perdem seus entes diariamente por conta sim da irresponsabilidade de muitos motoristas, mas também em determinadas situações, pela omissão do Estado. Mas, quando atento a aplicação das normas, fiscal de seu cumprimento, o Estado exerce papel fundamental para que essas tragédias sejam evitadas.

Sem falar que mais do que coibir a ação de motoristas sem habilitação ou alcoolizados essas blitz da Companhia de Policiamento Rodoviário – CPRV têm um perfil preventivo e de promoção de segurança para a população, vindo a apreender em não raras ocasiões armamentos, drogas e até mesmo capturar elementos nocivos à sociedade.

Discutir determinadas atitudes do governo é entre outras, uma forma de o cidadão se manifestar, exercer o controle social, a democracia, porém, quando a crítica é vazia e não visa o bem-estar social, mas a promoção política, o simples ato de desabonar a atuação das instituições e dos poderes legalmente constituídos pisemos no freio. Defender a ilegalidade não é bandeira que deva ser hasteada por qualquer pessoa no seu bom senso.

Poderia o parlamentar prestar um serviço à sociedade no que concerne ao esclarecimento e conscientização da população dos resultados das operações que segundo as estatísticas promoveram a queda no número de acidentes nas nossas estradas. Poderia ressaltar a importância do uso do capacete pelos motociclistas, do uso de cinto de segurança pelos motoristas e a redução no número de vítimas fatais de acidentes onde esses itens de segurança obrigatórios são utilizados.

A redução no número de acidentes e de vítimas reflete diretamente na economia do Estado que, gastando menos com os atendimentos e os tratamentos de reabilitação das vítimas dos acidentes passa a ter mais recursos disponíveis para investir no bem-estar da população e na efetivação de políticas públicas outras que vão contribuir cada vez mais para o desenvolvimento social.

Cabe a quem tem a palavra então, fazer bom uso dela para que possamos ter uma sociedade mais consciente, mais conhecedora sim dos seus direitos, mas também cumpridora dos seus deveres. Que o exemplo seja dado por cada um de nós e principalmente pelas autoridades que não só devem elaborar como aplicar e fiscalizar a aplicação das leis, que são necessárias para o convívio e a pacificação social.


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1 Comentário

por joel, em 10 de Fevereiro de 2010 as 08:14
valeu por essa análise pé no chão.......... mas eu não concordo da CPRV andar até nas estradas carrossáveis............

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