Rádio Campo Maior AM
Canudos FM
SM Publicidade
Fundação Canudos
Quixeramobim
Fale Conosco
Você concorda com o aumento no número de vereadores em Quixeramobim nas eleições de 2020?




 
Segunda-feira, 29 de maio de 2017.
Clique aqui para ouvir nosso Jingle
No ar: - -
No ar: - -
 

Sérgio Machado
Radialista


Emancipação – A hora ainda não é agora
   
A emancipação de distritos é um tema ainda polêmico se considerados alguns pleitos, tendo em vista que nem todos os distritos cujos projetos de emancipação foram apresentados preenchem os requisitos básicos para a emancipação.

Se os distritos estiverem aptos, não vejo problema na emancipação, que acaba sendo boa para a sociedade, pois são nos municípios que se tem o contato direto com o cidadão, que se percebem quais são as suas reais necessidades, que as ações se efetivam realmente.

Porém, a emancipação realizada “a toque de caixa”, sem se levar em conta os requisitos, ou maquiando-se uma realidade de modo a tornar possível o pleito, põe em risco o desenvolvimento econômico e principalmente social. Falar de emancipação requer uma análise criteriosa de diversos aspectos, como: econômicos, sociais e de infra-estrutura, etc.

Estivemos alertando a sociedade para participar do debate, e exigindo das autoridades que ele acontecesse, por entendermos que a não observância desses aspectos seria um grande risco para a população, que ficaria com o ônus do processo emancipatório.

Também o movimento “Manituba do Quixeramobim”, já questionava a articulação realizada para tornar viável a emancipação de São Miguel e chamava a sociedade para o debate. Cumpre-me lembrar que, à época, não só foi negada a existência do projeto, como ninguém assumiu sua autoria. Fato é que ele existe, e lá consta inclusive o nome do pretenso novo município: “São Miguel de Quixeramobim!”

Não há como se agir em surdina quando se trata de assunto dessa magnitude. Todo projeto apresentado na Assembléia Legislativa é registrado, debatido, passa por comissões, sendo devidamente documentado, de modo a garantir ao povo acesso e acompanhamento dos trabalhos dos senhores deputados. Tudo em nome de um dos princípios da administração pública: o da publicidade, uma das grandes conquistas advindas da nossa Constituição Federal.

Tendo em vista estarmos em pleno ano eleitoral e que o Tribunal Regional Eleitoral ainda não dispõe de condições de realização do plebiscito previsto para acontecer concomitantemente com as eleições, já em outubro, seria prudente aguardar outro momento para que a consulta seja feita à população. Dessa forma, teríamos também tempo suficiente para uma análise dos dados do Censo 2010 que começou a ser realizado pelo IBGE. O Censo vai apontar a real situação demográfica, econômica e social de cada um dos distritos.

Como dizia José Bonifácio de Andrada e Silva: “A sã política é filha da moral e da razão”. Que impulsionadas pela razão, as nossas autoridades atentem para esses dois fatos: a falta de urnas de lona suficientes por parte do TRE, tendo em vista que as urnas eletrônicas não seriam usadas, por requererem um programa de votação diferenciado, sendo que no programa atual constam apenas as opções de voto em governador, senador e deputados federal e estadual, não havendo a possibilidade da consulta plebiscitária; e a realização do Censo, que poderá esclarecer algumas divergências em relação à população e condições dos distritos em questão.

A Assembléia Legislativa fez o trabalho correto. Do meu ponto de vista, os estudos realizados possibilitaram que na lista dos trinta distritos a se emanciparem, constem realmente aqueles mais aptos. Porém, continuo a defender que a idéia seja maturada, que essa consulta seja feita após um período de esclarecimentos à população, coisa que no momento em que os nossos políticos estão buscando votos para garantir seus mandatos, sem dúvida, ficaria em segundo plano. Ou pior, a emancipação poderia servir de bandeira política, prejudicando seu objetivo real.

Vamos esperar a turbulência passar. Manda o bom senso que decisões importantes sejam tomadas com calma. E a emancipação é, sem dúvida, um processo muito importante, que vai refletir diretamente na vida das pessoas e que não dura apenas quatro anos, como um mandato eletivo, que dá ao povo a possibilidade de reconduzir ou não os candidatos. A emancipação é irreversível.


Informações relacionadas:


Projeto de lei que emancipa municípios foi tema de debate no Repórter Ceará
http://www.sistemamaior.com.br/ler_noticia.php?id=9471


Bom senso não faz mal a ninguém
http://www.sistemamaior.com.br/diretoaoassunto.php?id=62


São Miguel - População questiona moldes atuais de projeto de emancipação
http://www.sistemamaior.com.br/diretoaoassunto.php?id=61


Emancipação: Que se escute a população. Soberano é o povo
http://www.sistemamaior.com.br/diretoaoassunto.php?id=43


Emancipar: quem, como e por que?
http://www.sistemamaior.com.br/diretoaoassunto.php?id=17


  imprimir
enviar para um amigo 
voltar

Nenhum Comentário

Deixe seu comentário



Outros Artigos:
 
 
 
 
Sistema Maior de Comunicação
Rua Monsenhor Salviano Pinto, 507 – Centro CEP 63800-000 Quixeramobim – CE
Fones: (88) 3441.0263 / 3441.1178 Fax: (88) 3441.1209 - E - mail: contatomaior@sistemamaior.com.br
Copyright © 2006-2017  - Todos os direitos reservados