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Sérgio Machado
Radialista




Os “fichas – sujas” e a vontade soberana do eleitor
   

Segundo a ONG Transparência Brasil, cinqüenta por cento dos candidatos a vereadores com alguma espécie de mácula em seus currículos foram reeleitos em cinco de outubro. Em Fortaleza todos aqueles que têm a ficha suja e que disputaram as eleições foram reconduzidos à Câmara Municipal.

Que lição se tira disso? Há quem ponha a culpa na Justiça, por efetivamente, na maioria das vezes, seja por morosidade ou não, acabar por não conseguir impedir que concorram às eleições pessoas que respondam a processos. Fato é que nesse País enquanto não se transita em julgado, não se pode, juridicamente falando, fazer nada, a não ser que o eleitor queira. Mas, o eleitor quer?

A relação eleitor-vereador muitas vezes constitui um vínculo extremamente estreito, tanto é que há gente com quatro, cinco mandatos sem ter lá grandes coisas para mostrar ou mostrando sempre as mesmas coisas. As estratégias para se atingir tal feito variam de acordo com os edis e seus eleitores, no tempo, no espaço e na conjuntura eleitoral.


Há desde aqueles que criam intimidade com o eleitor a ponto de se tornarem parte da família, sendo convidados com freqüência para batizados, casamentos, aniversários, etc., outros que mensalmente contribuem com cestas básicas, remédio, dentre outros, no famoso estilo assistencialista, que prevalece nos rincões do país, até aqueles que gozam de prestígio junto ao executivo e superlotam secretarias e demais órgãos municipais com os seus eleitores protegidos, que em nome do ganha-pão diário e da gratidão ficam sem nenhuma alternativa senão reeleger seus padrinhos.

Diante disso, democracia parece uma palavra meio em desuso. Liberdade para escolher? Para quê? Significativa parcela do eleitorado é composta por aquele eleitor que vota no candidato que melhor lhe represente, e não à coletividade, naquele que vai facilitar as coisas para o prefeito, sem atentar que os poderes devem ser independentes e que muitos edis passam o mandato inteiro fazendo as vezes de menino de recados dos prefeitos, sem exercer sua real função que é representar o povo.

Em algum lugar deve-se pensar diferente, escolher diferente, mas nesse País, comprovadamente, a realidade é essa. Propostas, preocupação em legislar, em fiscalizar o executivo, isso é conversa para boi dormir. Na hora de votar, afirmam as pesquisas, só um por cento dos eleitores levam em consideração as propostas para uma coisinha crucial para o desenvolvimento do País: educação. E tem mais: vereança virou profissão e não função pública. Ao informar a sua profissão, dezesseis mil candidatos assim o declararam a Justiça Eleitoral. E essa talvez tenha sido a maior ou até mesmo única verdade que falaram nos últimos tempos.

Com esses dados dá para se imaginar o perfil da maioria das Câmaras municipais, os fantásticos embates políticos e ideológicos que nelas serão travados a favor dos interesses da população. Preparem os travesseiros e bons sonhos, pois vem aí mais quatro anos de mais do mesmo, com discursos de dar sono e dó. Esse é o nosso País! Essa é a soberana vontade do povo! Viva a democracia!!!


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