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Sérgio Machado
Radialista


Dilma, a presidente do Brasil
   
O último 31 de outubro entrou para a história como a data em que o Brasil, através do voto livre e democrático, elegeu, pela primeira vez, em 121 anos, uma mulher para o posto de presidente da República. Dilma Vana Rousseff alcançou mais de 55 milhões de votos.

É bem verdade que essa não foi exatamente uma conquista das mulheres, entre as quais a então candidata não obteve a maioria, mas já é um avanço, principalmente por isso. Não podemos restringir a vitória da petista a uma questão de gênero. Dilma é uma mulher, isto é indiscutível. Mas, por trás de sua condição feminina há uma longa história, construída no movimento estudantil, no enfrentamento à ditadura, na experiência da tortura nas celas do Dops, na luta pela anistia e na batalha pela implantação da democracia.

Dilma não é unanimidade. Ter feito parte do Governo Lula foi imprescindível para a sua vitória nas urnas. Não é política, apesar de ser uma militante politizada. Sua trajetória é testemunho disso. Dilma é, porém, uma técnica. Competente, disciplinada, falta-lhe, é verdade, o carisma que tem Lula e, talvez, um pouco da sensibilidade do presidente que, gozando de uma popularidade “nunca antes vista na história desse país”, empenhou-se de corpo e alma à sua campanha.

A participação de Lula e os resultados obtidos pelo seu governo foram indiscutivelmente o grande cenário de Dilma. Muitos a condenaram por colar tanto a sua imagem à do presidente, porém, se a então candidata comprometeu-se desde o início de sua campanha a dar continuidade às ações do atual governo, de que outro modo poderia ser? Seus opositores perderam muito tempo negando os resultados positivos da era Lula, tentando explorar escândalos como o do mensalão, por exemplo, e o mais recente episódio envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra.

A campanha baixou o nível, infelizmente, e enveredou por um caminho onde em vez da oposição conquistar votos, perdeu-os. Temas como aborto e homossexualismo também vieram à tona. Uma lástima. Porém,  Lula fez sua sucessora.
 
Dilma vai encontrar uma maioria no Congresso Nacional, mas governando com o PMDB, terá, mais do que nunca, que mostrar sua cara, imprimir a sua marca. O estilo de Lula é incomparável. Será uma injustiça com a presidente qualquer tipo de comparação.

À exceção da voz embargada em seu primeiro discurso, exatamente quando agradecia ao presidente Lula, Dilma, ao contrário de Lula, não é de demonstrar emoções, não é de choro fácil como o companheiro. É uma mulher de atitude, enérgica e para muitos, até exigente demais. Lula mesmo disse que muitas vezes ouviu de interlocutores queixas quanto ao temperamento da então ministra da Casa Civil.

Talvez por tratarem com uma mulher numa sociedade machista como a nossa, muitos esperavam de Dilma uma postura mais tímida, de insegurança, talvez, mas ao se depararem com ela, constatavam estar diante de uma mulher firme, sem meias palavras, uma gerente decidida.
 
Sua trajetória é de uma pessoa bem resolvida, que enfrenta os desafios que lhes são postos com a bravura de quem sabe o que quer e reconhece nos obstáculos a grandeza da superação. Foi assim com as torturas sofridas, com as perseguições e com as perdas ao longo da vida, com o inesperado câncer que lhe tomou o sistema linfático, e com os percalços da campanha. Dilma não se abateu. Juntou forças e foi adiante.

Dilma foi desde sempre uma companheira, Lula sabia disto. Quando mais precisou, no auge da crise e dos escândalos, levou-a para perto de si, colocando-a no principal ministério de seu governo. Entregou-lhe a coordenação de programas pontuais, como o PAC, o Luz Para Todos e o Minha Casa Minha Vida. Com ela, percorreu o Brasil inteiro, tornando-a sua sucessora natural, mas a partir do próximo primeiro de janeiro será com ela. Em suas mãos estará a direção desse país.

A oposição há de continuar forte, e isto se faz salutar para o processo democrático, comandando cerca de 52% do eleitorado brasileiro. Estados importantes como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul deram vantagem a Serra. A petista terá o desafio de fazer um governo que avance na geração de empregos, no combate efetivo às desigualdades regionais, ao tráfico de drogas e que promova uma verdadeira revolução na qualidade da educação e da saúde ofertadas à população, sem falar no combate à impunidade aos que cometem atos de corrupção e o clientelismo, que minam quaisquer sejam os governos no plantão nacional.

O desafio é do tamanho do Brasil, complexo como o país. Mas Dilma começa bem. Lula deixa um legado com muitos bons programas em execução, cabendo-lhe dar continuidade e melhorá-los. O país tem mais credibilidade, é mais respeitado, tem uma moeda forte, está em crescimento.
 
Diante disso, a presidente Dilma conta com visíveis condições de fazer não apenas um governo de continuidade, mas um governo que vá mais além do que este que se encerra, pois isto será menos difícil para ela do que foi para Lula.

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