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Segunda-feira, 29 de maio de 2017.
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Sérgio Machado
Radialista


A Chuva
   
As primeiras chuvas neste mês de janeiro trazem um alerta para a população e as autoridades públicas.

A região sudeste do Brasil sofre as consequências das agressões e o resultado do desrespeito do homem à natureza. Construções em áreas impróprias, como morros, encostas e margens de rios, geram transtornos cada vez mais evidentes, resultando em  dias piores para a população menos assistida.

Famílias soterradas, arrastadas pelas águas, doenças e centenas de desabrigados, eis o quandro atual.

Em Minas Gerais, mais de um milhão de pessoas atingidas pelos estragos causados pelas chuvas.

Triste constatar que boa parte das catástrofes registradas poderiam ser evitadas, caso houvesse uma atuação efetiva do poder público na fiscalização das construções e na promoção de infraestrutura urbana responsável.

Aqui no Ceará, no nosso município de Quixeramobim, após uma chuva de apenas sessenta e dois milímetros, famílias já sofrem as consequências do crescimento desordenado da cidade, da falta de planejamento e de critérios nas construções.
 
Casas invadidas pelas águas que não conseguem escoar, edificações em locais sem drenagem são as mais afetadas. Em outros pontos, a inexistência de galerias pluviais e, quando estas existem, sua obstrução, com entulhos e, pasmem, lixo jogado pela própria população.

Falta-nos consciência ambiental, cuidado com a destinação correta do lixo, bem como a ausência de uma gestão atenta à fiscalização e acompanhamento das zonas de risco e áreas sensíveis a alagamentos.

Os problemas constatados, por exemplo, na Travessa Jorge Borges, não surgiram no início desta semana, com uma chuva de apenas sessenta e dois milímetros. Eles existem e aguardam soluções há vários invernos, anos até. Estão lá, sim, mas os responsáveis não os reconhecem.

A população não aguenta mais ações pontuais, como a retirada dos moradores para abrigos. É necessário ação concreta do poder público no sentido de solucionar definitivamente tais questões. São casas sendo invadidas pela lama e água fétida, resultado da omissão dos órgãos competentes em fiscalizar as construções e promover melhorias e saneamaneto básico para o povo.

Nós, acostumados a não ver a chuva, temos o direito de receber as primeiras águas do ano com alegria e esperança, longe do choro desesperado da mãe que no meio da noite tenta salvar seus filhos pequenos e seus poucos pertences dessas águas, trazendo doenças e só reforçando a miséria.

As estradas vicinais, que ligam as localidades da zona rural à cidade, onde passa toda produção leiteira e agrícola do município, além da população, com apenas uma chuva já começam a apresentar trechos danificados, transtornos que também poderiam ser evitados caso fossem vias dotadas de camadas de cascalho e bueiros para drenagem das águas.

Observamos facilmente a ausência de vontade política para que se solucione problemas previsíveis, como a conservação das estradas, que deixam em períodos chuvosos populações isoladas. Seriedade também passa longe da questão habitacional. Há quem “lucre” com a desgraça alheia, seria isto?

Não podemos mais aceitar ações superficiais e assistencialistas para “proteger” os atingidos pelas águas, alojando-os em abrigos provisórios, com promessas de obras de melhorias nas áreas afetadas; e até mesmo de novas moradias, em conjuntos habitacionais, muitas vezes com estrutura inacabada, que geram ainda mais problemas.

Por trás das estatísticas existe vida, há gente com sonhos, e que só pedem dignidade. É dever das nossas autoridades priorizar atenção a essas pessoas, buscando resultados concretos para as dificuldades que se repetem ano a ano, infelizmente.

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