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Sexta-feira, 28 de julho de 2017.
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Sérgio Machado
Radialista


Estradas da morte
   

O noticiário nos traz diariamente novos casos de acidentes de trânsito, e as péssimas condições da nossa malha viária. Dentre as rodovias federais que cortam o Ceará, a BR 116 é a que apresenta uma situação mais crítica, e a que mais afeta a nossa região do Sertão Central.

São comuns acidentes envolvendo habitantes da região, como o que recentemente tirou a vida de três quixadaenses, dentre as vitimas mãe e filha. Enquanto as famílias choram suas perdas, se discute de quem é a responsabilidade pela conservação das estradas. Uma resposta a isso é fácil: diretamente, no caso da BR 116, é do Governo Federal, através do DNIT.

Quantas vidas já foram interrompidas na BR 116, uma rodovia que nunca está pronta, uma obra sem fim, onde somente a má gestão dos recursos públicos  explicaria tamanho descaso?

A indignação da população precisa ser ouvida pelas autoridades competentes, e tratem de fazer algo urgentemente para solucionar o problema. Cadê os nossos representantes, nossos nobres deputados federais e estaduais?

As estradas estaduais também precisam de mais atenção. O trecho da CE que liga os municípios de Quixadá a Ibaretama está em péssimas condições, com verdadeiras crateras em toda sua extensão. Numa viagem à capital é possível encontrar veículos à beira do asfalto com pneus cortados, devido a buraqueira.

O trecho Quixadá - Choró é outro que há muito tempo precisa ser recuperado. A estrada que liga os dois municípios mais parece um circuito de rally. Muitos fazem esse percurso diariamente, expondo-se ao risco de morte e acumulando prejuízos financeiros. Não tem carro que resista, não tem pneu que dure.

O Governo do Estado tem investido muitos recursos em pavimentação e manutenção das rodovias cearenses, mas esses esforços não tem sido suficientes para dar qualidade às nossas estradas, cujo asfalto já foi apelidado pela população de asfalto “sonrisal”, haja vista que “desmancha” com mais facilidade no período das chuvas. É no período chuvoso que percebamos mais claramente o quanto são precárias as nossas estradas.

O trecho entre Quixeramobim - Quixadá, tido como um dos melhores da região, já apresenta diversos buracos, mais precisamente nas proximidades da Terra dos Monólitos, e até mesmo na entrada daquela cidade, o que se vê são enormes trechos onde já não há mais asfalto, só buraco.

Motoristas que transportam estudantes de Quixeramobim para as universidades de Quixadá, reclamam do trecho em frente a fábrica de calçados, próximo a subestação da Coelce. Em dias de chuva, com o alagamento, para quem não conhece a via e não tem noção da profundidade dos buracos, é prejuízo certo. Esse trecho, diga-se, é responsabilidade do Governo Municipal, da Prefeitura de Quixadá.

Os buracos estão em todas as estradas, são um problema de todos nós, não dá para ficar num jogo de empurra. É preciso que os governos, Federal, Estadual e Municipal, ajam prontamente, de forma definitiva, em relação a nossa malha viária. Investimentos existem, não duvidamos disto. O que precisa ser feito é investir melhor, é aplicar um asfalto de qualidade, que tenha uma vida útil mais longa.

A estrada é o caminho do desenvolvimento. A produção dos nossos agricultores e pecuaristas, os produtos que chegam à nossa mesa, as roupas que nos vestem, tudo que consumimos encarece na medida em que as nossas estradas não dão condições adequadas de tráfego.

E aí, senhoras e senhores governantes, vamos ficar de braços cruzados ou vamos botar a mão na massa asfáltica?


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