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Sexta-feira, 22 de setembro de 2017.
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Bruno Paulino
Membro da Academia Quixadaense de Letras. Autor dos livros “Lá nas Marinheiras e outras crônicas” (Imprece, 2012) e “A Menina da Chuva” (Premius, 2013)


 

O bigode do Belchior e outras notas
   
Homenagem

Essa primeira coluna é uma homenagem ao jornalista Neno Cavalcante, dono de um texto sempre leve e divertido, porém bastante critico. Costumava acompanhar diariamente no jornal Diário do Nordeste os seus escritos. Há pouco tempo o jornalista desencarnou deixando marcado seu nome na história da imprensa cearense. É estranho você ler diariamente uma pessoa e depois encontrar aquele lugar vago no jornal.

O dia que eu vi Belchior
Em 2004, eu tinha 14 anos e era apenas um rapaz latino americano (ainda hoje sem dinheiro no banco), abandonando o rock in roll e migrando para os sons da MPB. Foi quando por ocasião do I Festival Internacional de Trovadores e Repentistas o Belchior, com suas calças estonteantemente vermelhas e seu bigode inconfundível, veio fazer um show em Quixeramobim, no pátio do memorial Antonio Conselheiro. Acho que foi a primeira vez que vi um grande artista no palco. Performático, Belchior encenava um dandy vivendo um melodrama, era ácido, dramático, discursivo, genial. Já tinha ouvido o som do Belchior antes, mas naquele show foi diferente, acompanhado apenas do violonista Diego Figueredo, aquele canto torto me hipnotizou. As canções feito faca cortavam minha carne e me falavam direto a alma, extasiado quase não consegui dormir a noite quando voltei pra casa. Lembro do Belchior encerrando o show e cantando a linda canção Canteiros: "quando penso em você/ fecho os olhos de saudade/ tenho tido muitas coisas menos a felicidade...".

Viva o Belchior!

Das vozes de antigamente
Uma conclusão: cantor era o Nelson Gonçalves.

Fracassos
Um poeta veterano, amigo da minha mais profunda admiração, certa vez me disse: “Bruno, meu caro, é muito bom ter um fracasso!”. De inicio confesso que duvidei, não entendi, mas agora compreendo. Aliás, até já me entendo como um alguém que orgulhosamente fracassou.

Cinema
Com euforia, arrumei um tempinho na correria cotidiana e vi Aquarius. Sônia Braga domina (e salva) o filme. Sim, confesso sou fã da Sônia Braga.

Estantes 
Preciso de umas estantes novas. As da minha biblioteca estão tão tortas, com o peso dos livros, que parecem até os cenários dos filmes do Tim Burton. As pilhas de livros pesam. A vida pesa. A vida também carece de estantes novas.

Sobre escrever
Rubem Braga, o passarinho da crônica: "Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo."

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