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Sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017.
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Adísia Sá
Jornalista e Professora


 

Fortaleza limpa
   
No começo da administração Roberto Cláudio, Fortaleza tomou um banho de fazer inveja a qualquer outra cidade. Infelizmente, a situação está mudando gradativamente, isto é, a sujeira vem ganhando terreno, inclusive no Centro. Digo isto porque dou expediente na Associação Cearense de Imprensa (Rua Floriano Peixoto), pelo menos duas vezes por semana e percebo o lixo se acumulando nas esquinas, nas portas de lojas e edifícios. Quando realizamos na ACI algum evento à noite, a situação é muito mais grave e chocante: camburões e sacos de lixo – com insuportável fedentina – tomam conta das calçadas.

Os caminhões de limpeza não são mais vistos, pelo contrário, parece que tomaram “chá de sumiço”. Eu me pergunto: quem saiu e quem entrou no setor, mudando o cenário, até então limpo e cuidado?

O desleixo não se restringe ao centro da Cidade, nos bairros o quadro é o mesmo, falo, pelo menos, quanto ao meu bairro, Papicu, outrora limpo que fazia gosto e agora o quadro mudou: lixo acumulado, inclusive nas pracinhas, como a Francisco Matos, em frente ao meu prédio. E tem mais: os “cupistas” também diminuíram em número, hoje não tem nem mais a metade de antes, eu, inclusive, abandonei a caminhada e fico observando, da janela, os poucos que restaram. O reitor da Universidade Federal do Ceará, professor Jesualdo Farias, que frequentava o local, tomou chá de sumiço, procurando outros ares, fugindo do abandono da pracinha.

Eu bem que gostaria de ouvir “cupistas” de outros locais, para saber se são conservados ou jogados ao léu, como a “Francisco Matos.”

Houve um período em que foi criado o clube da “Francisco Matos”, com algumas pessoas atentas à pracinha, pressionando, inclusive, o chamado “sub-prefeito” da área. Por falar em “sub-prefeito”, eu também gostaria de saber se essa figura ainda existe, para ir ao seu encontro e pedir “salve a Francisco Matos.” Seria oportuno um encontro com “cupistas” de outras pracinhas, para saber como são cuidadas e se há algum grupo responsável por sua conservação.

Infelizmente nós, cearenses, não somos dados a esse tipo de comportamento: vivemos mais para nossos dias, do que com os dos outros. Somente quando algo muito grave nos atinge coletivamente, corremos atrás de nossos direitos, inclusive, usando os espaços preciosos da Imprensa. Mas, todo tempo é tempo, quem sabe chegou a hora de tomarmos as rédeas de nosso cotidiano e coletivamente defendermos o que nosso ou que está sob nossa guarda, no momento.

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