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Sábado, 25 de março de 2017.
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Ricardo Alcântara
Publicitário, Comunicador, Poeta e Ficcionista


 

A Nova face do velho poder
   
Dizem – uns preocupados, outros satisfeitos – que o candidato Camilo Santana “é muito tímido”. O “menino” não teria aquele macete de político tradicional que, quando em campanha, se atira sobre o eleitor como se fosse velho amigo seu. Pode ser. Mas no curso dos acontecimentos há certos momentos em que é preciso virar a fotografia de cabeça para baixo para entender o que se passa. Talvez toda aquela mise-en-scène de beijar criancinhas tenha perdido parte do seu approach.

Você pode dizer o que lhe vier à cabeça contra o clã Ferreira Gomes. Ao contrário do que imaginam, não governam acima da crítica. Mas não se pode negar que a chapa indicada pelo governador Cid Gomes é o que de melhor ele teria a oferecer.

Camilo Santana é um quadro de formação progressista, familiar inclusive. Se puxar aos seus, não degenera. É jovem, alternativa oportuna para um momento em que o sentimento da sociedade, ainda que disperso e difusamente, anseia por mudanças.
No perfil da chapa – sua vice é Izolda Cela, que se houve bem na pasta da Educação – é visível a intenção de faxinar com jovens de ficha limpa os entulhos deixados na calçada pelos seus patrocinadores (no Brasil, governar é se expor à suspeição).

Sem que o discurso eleitoral necessariamente encontre a circunstância confortável para explicitar, o certo é que a indicação de Camilo e Izolda acena com um possível passo adiante e só o tempo dirá em que medida de verdade. Só o tempo dirá. Com eles, é possível imaginar que haveria mais amenidade no trato. Baixos teores de egocentrismo, menos bravatas – é o que o perfil sugere. Efetivamente, já seria um ganho se fossem capazes de considerar as restrições com mais tranquilidade.

Neste aspecto, o quadro se assemelha àquela eleição de Lúcio Alcântara para o governo, quando parte do eleitorado urbano, refratário ao perfil autoritário do seu patrocinador, Tasso Jereissati, nele pressentiu um estilo mais transitivo. Deu certo.

Eles não farão uma travessia fácil: o governo goza de aprovação moderada na avaliação popular. Há o déficit em Segurança, maior na grande Fortaleza. Há boas obras a exibir, mas também fatos controversos aguardam por esclarecimentos.

Logo, Camilo e Izolda não chegariam lá, apesar das suas carinhas de bons moços, por impulso de uma expectativa de idealidade. Não. Haverá respingos. E caso consigam êxito, ele se dará mais pela evidenciação de uma vantagem comparativa. É no contraste com o instituído oportunismo de seu principal opositor – expressão acabada da atividade pública como vocação patrimonialista – que um diferencial simbólico poderá ser afirmado. O jovem eleitorado urbano pode fazer a diferença.

E tem Brasília. Nada é previsível sem que se saiba de que modo Lula e Dilma agirão no Ceará, onde disputam candidaturas com expressão na base aliada do governo. O próprio curso da sucessão presidencial influirá muito no rumo das coisas por aqui.

Desde já, somente uma certeza: como são candidatos ainda desconhecidos pelos eleitores, caso percam terão acumulado força para novos experimentos e o troféu da derrota terá um dono, e não serão Camilo, Izolda ou Lula: goes to Cid Gomes.

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