Rádio Campo Maior AM
Canudos FM
SM Publicidade
Fundação Canudos
Quixeramobim
Fale Conosco
Você concorda com o aumento no número de vereadores em Quixeramobim nas eleições de 2020?




 
Domingo, 23 de abril de 2017.
Clique aqui para ouvir nosso Jingle
No ar: Domingão da Canudos
No ar: Brega Maior
 
 
 

Ricardo Alcântara
Publicitário, Comunicador, Poeta e Ficcionista


 

Lulismo: o legado posto à prova
   
Os argumentos de campanha da presidente Dilma não serão centrados apenas em seu governo, mas nos 12 anos de Lulismo. A narrativa persuasiva do marketing cuidará para que alguma coisa aconteça no coração das pessoas quando tudo for relembrado. Tampouco será comparado com todo o período de Fernando Henrique, mas confrontado somente, e com vantagem, aos dois anos finais do tucanato, quando já havia curva recessiva e estar empregado era uma benção. São expressivas conquistas em questões que movem os ressentimentos: pobreza, concentração de renda, emprego e renda. Mas você já deve estar aí se perguntando: se tudo parece tão aprumado, por que, então, há sinais de desgaste, captados pelas pesquisas eleitorais, não só entre os bem de vida, mas também em eleitores de baixa renda? O mal estar faz sentido e pode ser explicado. 

Em primeiro lugar: a economia. O país quase parou de crescer. A retração impacta mais porque o vetor do projeto tem acento em consumo. Os preços voltaram a pressionar. No cotidiano, não é tanto o “coxinha” que viaja sentado, o que mais se ressente: é o passageiro de baixa renda, que viaja de pé, quem mais sente a pressão inercial da tração agora reduzida. Há, no aspecto subjetivo, sensação de fadiga: desde as manifestações de 2013, os lençóis têm amanhecido menos revirados na relação antes calorosa entre Massa e Poder. Doze anos evidenciam limites e contradições. Colaborou a corrosão imposta pela prolongada agonia ética do mensalão (e tem os “mensalinhos”, odores rotineiros de menor teor que exalam no planalto de segunda a sexta). Rendido aos termos com que Brasília sempre engendrou governabilidades, o lulismo vem trocando votos por vistas grossas. Sua caderneta de mercearia desidratou ao limite o teor de representatividade da democracia brasileira.

E há, para o bem ou para o mal, a visível má vontade com que a presidente se relaciona com os políticos e, agora que o projeto faz água, os ratos vazam: a base aliada está dividida, observe: a convenção do PMDB, principal parceiro, garantiu o partido na chapa por apertada margem de votos. O legado (olha a palavrinha aí) social do lulismo poderia conter a força que todos esses problemas de fato têm, caso a candidata fosse ente mais afetuoso. Não é o caso. Nada em sua conduta indica que esteja em Brasília por outro motivo, senão para servir ao país como melhor saberia fazer, mas Dilma não fala com o povo. Não constrói símbolos. De mirada, dá para ver que os “argentinos” da oposição não irão entregar a partida nos dez primeiros minutos de jogo. Há entre eles agora, como não houvera nas três disputas anteriores, a crença de que dessa vez pode dar certo. O time do governo não é ruim. Mas o jogo vai ser duro. E o Neymar ficou no banco.

  imprimir
enviar para um amigo 
voltar
Outros Artigos:
 
 
 
 
Sistema Maior de Comunicação
Rua Monsenhor Salviano Pinto, 507 – Centro CEP 63800-000 Quixeramobim – CE
Fones: (88) 3441.0263 / 3441.1178 Fax: (88) 3441.1209 - E - mail: contatomaior@sistemamaior.com.br
Copyright © 2006-2017  - Todos os direitos reservados