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Quarta-feira, 24 de maio de 2017.
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João Eudes Costa
Escritor, cronista e membro da Academia Quixadaense de Letras (AQL).


 

Lucinha, A Estrela Guia
   
Parabéns para você, LUCINHA, minha filha especial, que hoje comemora o seu trigésimo nono aniversário natalício e ainda não deu uma passada sequer sobre a terra, nem pronunciou uma única palavra para o mundo ouvir.
 
Nascida sem qualquer condição visual, a ciência dos homens tentou faze-la enxergar, mas os caminhos aonde você veio para palmilhar são guiados por seu espírito de luz.
 
Quem a vê assim, nessa mudez eterna, nessa inércia que para muitos poderia ser motivo de revolta, jamais pode saber o quanto foi importante o seu nascimento, o tanto que tem de luz a sua vida, e como importante se torna a mensagem que Cristo confia a cada um que põe sobre a terra.
 
Deus na sua sapiência não se esquece de velar por este mundo cheio de angústia, inquietação, ambição e desamor. O Senhor não nos despreza, por maiores que sejam as nossas faltas, por mais injustos que sejamos com Ele. Sabe o que fazer com os seus filhos, e a cada um confia uma missão importante, não interessando a roupagem que proporciona ao mensageiro, pois a aparência física não retrata a essência que a alma concentra.
 
O seu advento LUCINHA gerou a mesma expectativa que qualquer criança causa ao ser anunciada o seu nascimento. Quando você chegou que se identificou, confesso que houve uma surpresa, para não dizer uma coletiva decepção para nós. A nossa vaidade esperava mais uma criança bonita, para receber os elogios dos que vêem na matéria, na aparência física, tudo de bom que a vida encerra. Tudo, porém, foi diferente. Chegou você com a sua aparente fragilidade física, modesta sem merecer elogios, com os olhos cerrados para o mundo, sem querer percorrer caminhos e sem se interessar em ouvir, nem falar.
 
Acercando-se de você, convivendo no seu mundo de reflexões, descobrimos toda a beleza da vida. Agora já sabemos que o impacto que sentimos, à sua chegada, foi a primeira reação que experimentamos, quando começamos a sentir ser rasgada a máscara de nossa prepotência, da vaidade, de nosso orgulho e da falta de solidariedade humana. Hoje sabemos o tanto que vivíamos mergulhados na profundidade das fúteis ilusões. Descobrimos o nada que a nossa existência representava para o bem-estar dos que rastejavam em torno de nossa aparente felicidade. Conscientizamo-nos que nenhuma parcela tinha sido dada por nós, para que houvesse mais tranqüilidade, e paz social.
 
Se os seus olhos não quiseram enxergar o mundo, é porque a sua alma tinha a força necessária para descobrir tudo que nós no total de nossa capacidade visual, não éramos capazes de vislumbrar. Se as suas pernas não quiseram caminhar, é porque a estrada por onde você iria passar não necessitava de longas jornadas, e você sabia que a felicidade está bem pertinho de cada um, desde que tenhamos a necessária humildade para procurar perfume nas singelas flores silvestres que pisamos em nossas andanças em busca da ambição. Se a sua voz ainda não se fez ouvir, é porque você sente que o amor desconhece idioma, e nenhuma palavra tem maior força do que um olhar de piedade, de solidariedade e de compreensão.
 
Tudo isto, LUCINHA, aprendemos com você. Somos gratos pela dádiva que Deus nos ofertou, pondo, ao nosso lado, uma luz de tanto esplendor. Com os defeitos que possuímos. Com a maldade que conduzimos arraigada ao mais elementar princípio de egoísmo, não tínhamos como merecer tanto privilégio. A sua chegada representou uma bendita luz, que iluminou caminhos diferentes, dando acesso a um mundo que há bem pouco estava imerso na escuridão de nossas vaidades pessoais.
 
Não a queremos por piedade, nem esconder em nosso conforto as frustrações de uma revolta. Hoje não entenderíamos nossa vida, sem a sua presença. Não nos seria mais confortante viver, se as nossas mãos não servissem de apoio a alguém. De nada nos interessaria poder andar, se não fosse à busca do amor fraternal. Nossos olhos de nada valeriam se não enxergassem a bela estrada, por onde devem caminhar aqueles que aprenderam a renunciar em benefício do bem-estar do próximo.
 
Para os que não tiveram o privilégio de possuí-la, você pode parecer uma pesada cruz. Para nós, porém, que tivemos a suprema glória de sua companhia, chegamos a ter pena de você não pela sua aparente fragilidade física, mas pela pesada incumbência que teve aqui na terra. Você foi o nosso Simão Cirineu que veio para nos ajudar a levar o pesado madeiro, que nossa maldade fez por merecer.
 
Hoje, no seu aniversário, para nós, é um dia de festa. Uma festa diferente, onde não há músicas especiais, comidas extras, nem a variedade de ricos presentes, ornamentando uma cama ricamente postada. Comemoramos a sua festa natalina com a simplicidade que você representa, mas com a sinceridade de um amor que não morre, porque foi uma bendita dádiva que você nos ofertou.
 
Obrigado LUCINHA você é a nossa fonte de forças e a nossa maior esperança de um encontro com a felicidade plena, chegando à presença de Deus, levados por suas mãos, conduzidos pelas suas pernas, quando então agradeceremos ao Criador pela luminosidade que pôs em nossos caminhos e você será abraçada, carinhosamente, por Jesus pela brilhante missão que cumpriu na terra.

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