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Elistênio Alves
Graduando em Letras/Espanhol pela Universidade Federal do Ceará. Membro da Academia Quixeramobinense de Letras, Ciências e Artes (AQUILetras)


 

O labirinto do Cemitério Nossa Senhora do Carmo
   
Está chegando o domingo, dia 02 de novembro, feriado de Finados. Muitos recorrem nesse período, quase véspera do feriado para arrumar túmulos, capelinhas e locais de apego a familiares que já se foram. Tradicionalmente o Cemitério costuma receber um fluxo intenso de pessoas que ficarão ‘perdidas’ em meio ao labirinto que se transformou o Cemitério Nossa Senhora do Carmo.
É pouco espaço pra muita gente.

A cada ano que passa o espaço fica mais abarrotado de túmulos, afinal de contas, há anos ele continua a receber sepultamentos. Sabíamos nós que um dia faltaria espaço e aconteceu. Mas, o que fazer a partir de agora? A capela, símbolo arquitetônico singular do município, “ojalá” do país, está com jazigos até os pés (literalmente), com seu entorno totalmente ocupado.

Uma estrutura está sendo montada para receber as centenas de pessoas que visitarão o local durante o final de semana. Retoques de cal, cimento e areia estão sendo realizados. Um dos homens mais solicitados neste período é, sem dúvida, Seu Fernando Coveiro, que há mais de 38 anos dedica sua vida àquele espaço de recordação dos entes queridos que nos deixaram.

O Cemitério Nossa Senhora do Carmo é um patrimônio da gente, da cidade de Quixeramobim, e merece um pouco mais de cuidado, não somente na época do Dia de Finados. Uma das soluções apontadas pelo próprio Seu Fernando seria aumentar o Cemitério, utilizando o espaço do antigo Tiro Guerra, que fica ao lado. Quem sabe ajudaria, não é? Ou também, quem sabe, construir outro Cemitério? Que os órgãos públicos tenham um pouco mais de boa vontade e bons olhos para aquele espaço. Que a Igreja também possa atuar mais no Cemitério, não somente no Dia de Finados, como de costume.

Costumo visitar com frequência o Cemitério com minha mãe, tios e tias, e os cuidados com o ele se cercam apenas nesse período. Depois, o mato toma de conta e o Seu Fernando é somente um para cuidar de uma coisa tão imensa como se tornou o Nossa Senhora do Carmo.

Que o Dia de Finados sirva também não só de lembranças, mas também de cobranças por melhorias em respeito aos muitos que ali já foram sepultados.

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