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Quinta-feira, 27 de julho de 2017.
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Elistênio Alves
Graduando em Letras/Espanhol pela Universidade Federal do Ceará. Membro da Academia Quixeramobinense de Letras, Ciências e Artes (AQUILetras)


 

Alô, Viana Filho!
   
Nesta sexta-feira, 24, fui convidado para participar do projeto Papo Cultural em sua edição de número 50. Não só eu, mas outros amigos do Patrimônio na Tela também estiveram presentes, dos quais destaco Dimitra, Nascimento e Sara, que participaram das filmagens do documentário sobre a vida de Viana Filho. 

Foi um momento ímpar. Assim como em sua primeira exibição, na Casa de Conselheiro, aquele espaço reservava mais uma noite de emoção. Fomos da ideia inicial até o produto final. Abaixo uma descrição sobre o nosso personagem. Escrevo com a ajuda do amigo Danilo Patrício, sobre o amor de Viana pela bola, pelo trem, e pelo rádio.

Sobre Viana (Melodia)
Um repórter visceral e um agitador cultural, no mais intenso que essa expressão possa propagar. Aquele que agita a vida inventando coisas, mais notadamente pelo futebol, que faz projetar num espaço entre o profissionalismo por nós sonhado, distantes dos centros econômicos, e respondido com nossa interpretação matreira na forma de arte, que permite interpretar vestindo uniformes. Vestimentas que dão um caráter simbólico e importante ao trabalhador braçal, à maioria que faz o futebol em cidades e povoados como os nossos, espalhados pelo Brasil.

Divulgador de campeonatos que realizou e realiza até hoje. Campeonatos como o de Tunísia, na Zona Rural de Quixeramobim, onde sempre com fartura e ternura é recebido pelos irmãos Pepe, Bula e Boxó, que capitaneiam o Bangu de Tunísia. Craques do Sertão. Muito além de dirigentes, pessoas outras, como Fransquinho Pereira, Seu Luíz, Lídio, Tochinha, Ribamar Peba, que dão um sentido à vida pelo futebol, embalado pelo rádio, guiado por Viana, chegando ao lúdico e vivenciando com fantasia os sentimentos, rudes e nobres, que nos ligam tão intensamente pelo esporte.

Viana é 'pelejante' do dia a dia, esforçado para colocar seu programa no ar, ditas as dificuldades que ainda enfrenta até hoje para lidar com a rebeldia às emissoras e com as ¨otoridades¨, com quem trava pelejas menos estimulantes, e a quem nada deve, com o agravante da tentativa de alguma medida ser passada como favor.

Na medida em que vemos um Viana amigo dos chamados dirigentes, sendo todos, antes de desportistas, vibradores da folia que é o radiofutebol, estamos de certa forma falando de um inventor. Viana tem alguns rumos no formato esportivo, mas nunca uma camisa de força. Por vezes o radialista é radicalmente experimental.
 
O repórter é contador de causos, histórias e lambanças que envolveram diversos personagens do futebol de Quixeramobim, dentre eles o Jolí, Boquita, Maurício, Catolé, Rama, Turica, Tachiquim, Bozó, Edilson Barbeiro (in memória), Laudelino de Algodões, Tarcísio da Cacimba Nova, entre outros. Viana é um ponta direita como Garrincha, ou mesmo Xerém, do Flamengo do Quinim, tem a calma de Gerson, ou Neto Sabugo. Vejamos qual a melhor jogada para a escrita da voz, fazendo com que as estórias cheguem a outros leitores e se tornem eternas. Na verdade nós somos jogadores a digitar o que o treinador Viana ditar.

(Colaboração texto melodia - Danilo Patrício)

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