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Sexta-feira, 24 de março de 2017.
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Bruno Paulino
Membro da Academia Quixadaense de Letras. Autor dos livros “Lá nas Marinheiras e outras crônicas” (Imprece, 2012) e “A Menina da Chuva” (Premius, 2013)


 

O Campinho
   
Li incentivado por um antigo professor e com deveras entusiasmo o clássico literário infanto-juvenil do escritor húngaro Ferenc Molnár Os Meninos da Rua Paulo.  A trama aborda à amizade construída em torno da disputa de um terreno baldio por dois grupos rivais de meninos. Foi por isso que enquanto devorava as páginas da empolgante história varias foram às vezes em que me lembrei da minha turma de meninice e do terreno baldio que fazíamos de campinho de futebol.
 
O caso é que o sonho de quase todo mundo daquela turma era ser jogador de futebol. E a bola dente de leite era o nosso elemento aglutinador. Recordo que quando o sol começava a esfriar por volta das quatro da tarde iniciava-se também a chegada dos craques no campinho. A única exigência para entrar no jogo era de que se tinha que jogar com os pés descalços.  Até porque chuteira era uma coisa que a gente só via na televisão calçando os nossos ídolos, e talvez por isso mesmo, fosse uma peça proibida no campinho. 
 
O dono da bola por decreto informal não podia ser nunca do time de fora, por mais perna de pau que fosse, e assim, com esse regulamento que nós mesmos inventávamos – os próprios jogadores eram os juízes, imaginem só as inúmeras confusões e paralisações - jogávamos horas seguidas correndo a atrás da bola, afinal, não se precisava de tanto preparo físico para brincar.
 
 Nunca fui um craque, é verdade, mas também não era considerado um café com leite, ou o último da lista a ser disputado por quem selecionava os times. Mas se fosse, isso pra mim não importava desde que eu fizesse parte do time do bairro que se deslocava para jogar em outros bairros da cidade.
 
O tempo passou. Hoje todos daquela turma já estão adultos e não tenho notícias que nenhum tenha virado jogador de futebol. E o terreno baldio soube que se transformou numa praça que quase sempre vejo vazia. Ah, que saudade de jogar bola no campinho!

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