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Quarta-feira, 24 de maio de 2017.
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Elistênio Alves
Graduando em Letras/Espanhol pela Universidade Federal do Ceará. Membro da Academia Quixeramobinense de Letras, Ciências e Artes (AQUILetras)


 

Canudos, a Quixeramobim da Bahia
   
Saímos no escurão da noite. O povo cheio de expectativas de um trajeto novo para muitos e cheio de curiosidade para todos. Aos poucos, em meio ao sono e a euforia do – “ quando vamos chegar ?”, o povo se animava, entoava cânticos, sorria, gargalhava e chupava laranja.

Na verdade a viagem da comitiva de Quixeramobim à Canudos foi um verdadeiro sucesso. Dos três dias em que permanecemos na terra do Bom Jesus Conselheiro conseguimos desfrutar de tudo que nos propuseram. 

Tão bem estávamos na Bahia e meio assim sei lá, no meio do torrão seco do nada nos encontrávamos perdidos. Mas na verdade o que de fato aconteceu foi uma ‘disparação’ do tempo para que víssemos o quanto nosso sertão é lindo. E dando a volta correta para sairmos de Pernambuco adentramos de fato nas terras baianas sobre a benção das águas do velho Rio São Francisco, em Abaré, na localidade de Ibó. 

Permanecemos pouco, mas o suficiente para enchermos os olhos d’água de tanta fartura. Não por menos, e sim por muito desejo de chegar, adentramos na estrada da esquerda, onde o sinal era o nada e de longe se via um lugarejo muito singular. Chegávamos à Chorrochó, terra de duas ruas, com sentido duplo cuja visão era extremamente do ônibus que seguia em direção à velha igreja. 

Aos poucos, todos desciam, e as câmeras fotográficas registravam a velha igreja, obra erguida por Conselheiro antes de construir Canudos. Vimos por dentro e por fora, e de lá sentimos que estamos em solo especial. O calor era de matar, assim como a sede da velha e boa cachaça da Bahia, servida aos costumes dos antigos no balcão do amigo ValTinha, com “T” maiúsculo.

Um sopro de vento nos leva de Chorrochó até Bendegó, aí já nos corações dos aflitos batia o desejo de ver mais. Já estávamos em solo Canudense, recebidos com banda de música cabaçal, estilo típico do lugar. O arrepio veio com a feição do ‘parecimento’ da cidade com o nosso lugar. 

O restante dos dias foi de passeio, de averiguar. Já acomodados em nosso canto. Canudos foi tomada por quixeramobienses que mesmo estando fora já sentiam-se em casa. A comida, a praça, a água, o cheiro, as pessoas, o lugar, é a Quixeramobim da Bahia.

Foi mais uma experiência maravilhosa. Mais uma vez Canudos se mostrou como nosso segundo cantinho. Torrão afetivo, de ‘contação’ da história que não deixaremos acabar!

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