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12/09/2014
Arquivos, coração e memórias, Futuros?

A foto mostra um Senhor Menino, de muitos nomes, sobrenomeadas Borges, mais ainda Nascimento, como quem não quer ou não sabe partir, nos últimos tempos saudoso de Sua Caboclinha. Dedim, riso manso e fala doce. Em uma das visitas que fiz em sua Casa, ali perto do Riacho da Palha, ele tirou da gaveta, em envelopes, fotos da Irmandade do Santíssimo Sacramento, tiradas em 1949. Dedim me mostra as fotos falando sobre as mesmas. A antropóloga Ana Lúcia Sulina, que pesquisou na cidade (na marra, à margem de qualquer estrutura de gestão local, que possui recursos próprios para) sobre a Irmandade dos Pretos, no fim do XIX, observa as imagens como congregação Mariana ligadas historicamente ao que viriam a ser as confrarias. Somente uma visita e generosidade de pessoas podem nos conferir isso. Porém, poderíamos ter isso também em outras dimensões. Será?

Ação no presente - Ao poder público não se conclama pelas vias da nostalgia, saudosismo de guardar o que não mais vive, mas sim, o que é de direito, sem favor, organizar na história materiais de memória como este, para que ganhe visibilidade além dos espaços familiares, onde na maioria das vezes some, deteriora-se. Cabe torná-lo público, para compartilhamento de muitos, em tempos de perguntas múltiplas, mecanismos de visibilidade ampla. Há de se fazer a política na Cultura. conversar, mobilizar e viabilizar local, equipamentos, na medida em que a cidade já possui pessoas preparadas para isso, formados nas faculdades públicas, como a Feclesc e nos Cursos de Arquivo e Manutenção do Programa Ponto de Cultura, em Quixeramobim ministrado por professoras formadas na UFC e no Rio de Janeiro.

Documentos de vida. E o Público? O momento de caça ao voto é importante para quem habita as pastas de cultura, quem fala em nome dela,"a Cultura"? Mas é preciso ação, para que a fala não fique muda em passadismo, em lamentos-futuros que tanto já nos cercam. É preciso que os grupos políticos vivam este nome, indo além do agrupamento eleitoral.

Disse isso em março, perguntando sobre o Memorial (17 anos depois, já para os 18!) ao Grupo Político, lembrando a um Conselheirista, que assim se nomeou, que conclusão e funcionamento aguardava-se de um grupo nessa condição maiúscula de se realizar na Política.

Fiquemos com Dedim, que nos mostra nobreza, sem mendicância, suas vivências de natureza viva, como os laços com os cachorros Jacaré, Rompe-Ferro e Guerreiro, narrados por ele e escritos pelo cordelista Zacarias Barros. Em Tempo: Seu Dedim é um dos personagens presente no livro “Festeiros do Tempo”, lançado em junho deste ano e à venda, em Quixeramobim, nas duas unidades da Livraria R&A Variedades, na Monsenhor Salviano Pinto e na Teixeira de Freitas (R$ 25,00).
Postado por: Danilo Patrício Jornalista, doutorando em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) / Foto: Weynes Matos

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