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19/09/2008
O Desfile de 7 de Setembro em Quixeramobim e as facetas conservadoras

Foi noticiado nos jornais e na internet que o desfile de 7 de setembro deste ano em Quixeramobim tinha fugido dos padrões “cívicos” que anualmente vinha acontecendo. Infelizmente continuamos a conviver em nosso país pessoas com a saudade do autoritarismo e da disciplina de “moral e cívica”, que era imposta nas escolas durante o regime militar (1964-85). Talvez seja por essa razão, o autoritarismo, que as pessoas não tenham percebido que os tempos são outros e que precisamos dar um novo rumo em à História, para que ela não se restrinja ao elitismo e conservadorismo dos poderes que alguns ainda insistem em manter. Claro, é assim que esses grupos se perpetuam no poder.

Isso faz com que essas pessoas não compreendam a importância do “Grito dos Excluídos” e as manifestações culturais presentes no desfile de Quixeramobim. Aliás, acho que os alunos nem deveriam marchar, apenas caminhar pelas ruas, mostrando as verdadeiras faces do Brasil, com todos os seus ritmos, cores, tambores e dores. Deixassem o destile para os militares.  Mas o que vemos nas ruas de nossa cidade são escolas públicas e particulares entoando uma “realidade” romântica e alienadora de um Brasil que só interessa aos que se mantêm no poder.
Por isso acredito que seja importante educar os nossos alunos de outra forma, com outras atitudes diferentes, para que eles reconheçam-se pertencentes dessa pátria, e não meros personagens e figuras decorativas como ainda insistem. Manutenção “cívica” apenas para serem aplaudidos em frente ao palanque das “autoridades” civis e militares.

Já está mais do que na hora de descortinarmos essa visão romântica e alienadora de que o Brasil é um país de todos. Isso ainda é apenas propaganda. Ele continua sendo lamentavelmente de alguns. Precisamos ousar mais e adquirirmos consciência coletiva para que possamos conquistar definitivamente à cidadania e a independência que queremos, de fato e de direito, sem hipocrisia e opressão.

A destruição do patrimônio histórico continua

Quixeramobim continua sendo uma cidade onde não se respeita e nem valoriza o seu patrimônio histórico edificado. Recentemente tomamos conhecimento de que o proprietário do Hiper Moderno comprou o prédio da Farmácia São Pedro, antiga farmácia do Dr.Pedro Telles de Meneses, que fica na Rua Monsenhor Salviano Pinto, ao lado da Igreja do Bonfim e no Centro Histórico da cidade. Apesar do proprietário dizer que é apenas pra alugar, o que não acredito, logo infelizmente se não for tomada nenhuma atitude pelo poder público, veremos mais uma destruição de um importante prédio histórico de nossa cidade em nome do chamado “desenvolvimento”. Aí cabe uma pergunta: A quem interessa esse tipo de desenvolvimento que destrói a nossa história e nossa memória? Nós do Iphanaq, ao tomarmos conhecimento desse fato, enviamos ofício ao Ministério Público, endereçado à promotoria local, e entramos em contato com a 4ª Superitendência Regional do IPHAN. O Iphan confirmou que enviaria ofício à Prefeitura no dia 8 de setembro. As iniciativas institucionais da ONG Iphanaq ocorreram com o objetivo de que seja feito algo, antes que Quixeramobim se transforme totalmente numa cidade sem referencial histórico edificado e, no presente, sem identificação cultural com o passado.

Campanha eleitoral está na reta final

Estamos nos aproximando do final da campanha eleitoral, e esperamos que o eleitor possa fazer uma escolha consciente para votar em pessoas preparadas e capazes de lhe representar com dignidade. Mas o que escutamos nas ruas de nossa cidade e nas comunidades que temos visitado é um sentimento de que o eleitor não tem boas opções para escolher em quem votar.

Lamentavelmente isso é o resultado de um modelo político que tem afastado muitas pessoas, pelo menos momentaneamente, do processo eleitoral, que teriam condições no campo das idéias de contribuir para um debate mais qualificado.  São campanhas feitas com muitos recursos financeiros para comprar a consciência do cidadão. Quando não, são campanhas com propostas vazias, onde candidatos nem conseguem apresentar programas, metas e ações concretas, com coerência pelo menos no discurso, para a compreensão do que eles estão falando à população. É por isso que nosso município continua nesse atraso político, pois ao logo dos 20 anos, como já comentei em colunas anteriores, não tem construído um projeto político para a coletividade, mas apenas para pequenos grupos. É muita enganação. Até quando? Com a resposta você eleitor (a).
Participe: netocamorim@hotmail.com 
Postado por: Neto Camorim - Historiador e presidente do IPHANAQ.

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