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13/11/2009
Tasso Jereissati e as críticas à CPRV. Por quê?

Durante os dias 04 e 06 de novembro último, a coluna de política do jornalista Fábio Campos no jornal O POVO, ainda fez comentários às insinuações, manifestações e ambigüidades do senador Tasso Jereissati manifestadas no seminário Ceará em Debate, promovido pelo PSDB no dia 30 de outubro em Quixeramobim.

No referido encontro, o senador incitou a população e abriu microfone para que os presentes opinassem sobre a atuação e fiscalização da Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRV) no interior do Estado. Houve choro na platéia, quando uma mulher disse que os trabalhadores rurais estariam sofrendo perseguição do órgão.

Embora sem emitir sua opinião, segundo Fábio Campos, como “autoridade parlamentar e ex-governador, a tarefa do senador deveria ser a de explicar a importância da ação do Estado na fiscalização das motos”. Como bem sabemos, aqui no sertão central e em todos os grotões mais distantes do Ceará, quanto mais frouxa a fiscalização, mais aumentam as infrações e os danos decorrentes do uso irregular de veículos automotores, destacadamente as motos.  Nesse caso, os maiores prejudicados, assim dizem as estatísticas de órgãos de trânsitos e da saúde, são jovens que se acidentam após misturarem em coquetel importantes ingredientes culturais: álcool, moto e a onipotência juvenil. Imaginem se não houvesse fiscalização!

Os excessos e abusos de qualquer órgão ou autoridade devem ser combatidos, mas não é esse o caso. Fazer críticas mal fundamentadas ao trabalho da CPRV é tentar impedir o fortalecimento de uma instituição que trabalha para a redução de acidentes, da criminalidade e para o bom uso dos espaços públicos. E impedir o fortalecimento de Instituições públicas é fortalecer o personalismo político, o fisiologismo, as práticas perversas do “sabe com quem ta falando?”. A quem isso interessa? O que está em jogo nessa atitude de um político que entrou na política eleitoral com um discurso calcado na democracia (o que exige instituições fortes), no combate ao coronelismo e às “forças do atraso” (apoiando José Sarney, diga-se de passagem)? Terá ele mudado de ideologia?  Haverá relação com ano eleitoral que se aproxima? Esse tipo de atitude faz-nos pensar se há mesmo idéias e projetos sérios para o nosso Estado.

Como legislador, o Senador deveria estimular o cumprimento do Código de Trânsito, e não simplesmente incitar críticas frágeis à fiscalização de motos e transformá-la em bandeira política. Afinal, tratava-se de um encontro para debater a situação do Ceará. Parece-nos que o nível não esteve à altura de nosso Estado.  Todos sabem que trafegar em motos sem documentos tem se transformado em artimanhas usadas por assaltantes para fugir, facilitando ações criminosas sertão adentro.

Muito nos admiram os relatos de políticos na Assembléia Legislativa dando conta da superlotação do IJF. Tal lotação decorre diretamente de acidentes de trânsito que poderiam ser reduzidos através de uma boa fiscalização e de ações educativas. No entanto, parte deles usa a situação para ter vantagens eleitorais com favores de “socorro” e “assistência hospitalar” na Capital cearense.

Seria mais sensato as autoridades estimularem os cidadãos a cumprir as formalidades legais, morais e legítimas para a regulamentação do uso de veículos, seja ele moto ou de outro tipo. Por outro lado, caberia ao cidadão exigir tratamento digno por parte das intuições e a boa aplicação dos recursos públicos, incluindo melhor conservação das vias de tráfego. Trafegar de forma irregular não pode ser aceitável, tampouco é tolerável o abuso de poder contra os usuários de veículos automotores. São questões importantes que merecem discussão aprofundada, que vise ao bem público e não à popularidade fácil.

Muito nos estranha essa repentina bandeira de luta do PSDB em defesa dos “fracos e oprimidos sem habilitação para conduzir motos”. Há algo de estranho nesse ninho. Ou seria algo de podre no reino da Dinamarca?

Osvaldo Costa Martins- Psicólogo e Integrante da Ong. IPHANAQ
osvaldocostamartins@yahoo.com.br

Neto Camorim- Historiador e Presidente da Ong. IPHANAQ
netocamorim@hotmail.com

Postado por: Iphanaq

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1 Comentário

por Ana Amélia P. de Melo, em 18 de Novembro de 2009 as 18:13
É realmente lmentável a atitude do senador Tasso Jereissa.Não da pra ficar indiferente ao ouvir um parlamentar desqualificar o trabalho de um orgão público,orgão este que ele deveria defender.Ainda bem que o referido parlamentar não vem em nossa cidade com muita frequencia.

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