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25/06/2010
ONG Iphanaq apresenta Pauta pela Cultura ao prefeito Edmilson Junior

O Instituto do Patrimônio Histórico, Cultural e Natural de Quixeramobim (ONG Iphanaq), dentro da concepção de Cultura como formação e registro, apresentou ao prefeito Edmilson Junior pauta pelas ações de cultura a favor do município. São propostas e reivindicações distribuídas em 11 pontos que sintetizam reivindicações sociais enxergando a Cultura como gestão pública. A pauta foi enviada ao prefeito após solicitação de reunião da entidade com o mesmo, aguardando posicionamento do chefe do executivo sobre os temas. A intenção é contribuir evitando problemas e prejuízos na área e construir conquistas concretas. As proposta podem ser vistas no endereço eletrônico do Iphanaq (patrimoniovivo.com.br). Confira abaixo a síntese de algumas delas:
 
•    Envolvimento da Secretaria Municipal de Cultura no funcionamento do Conselho Municipal de Cultura, atuando institucionalmente para que as decisões sejam tomadas de forma democrática;

•    Implementação do Arquivo Público Municipal, definindo prazo de envio de projeto sobre o mesmo para a Câmara e solicitação de data para votação. A ONG Iphanaq já apresentou projeto ao município e possui modelo de funcionamento construído em oficinas na cidade. Através de reunião na Secult, parte dos documentos é restaurada em Fortaleza. O Secretário Auto Filho assegurou que os originais voltam ao município desde que sejam criadas as condições, incluindo funcionamento do Arquivo Público Municipal. A ONG tem reunião agendada sobre o assunto no Iphan e aguarda manifestações do município;

•    Cultura e Qualidade de Vida: combate à poluição visual, proibição de telas nas fachadas das edificações, notadamente as localizadas no Centro Histórico, além de fiscalização rígida ao espaço de calçadas, trânsito e padrões previstos por lei nos carros e sistemas de som, incluindo fiscalização da lei aos chamados “paredões”;

•    Estruturação de equipamentos públicos na zona rural, iniciando pela implantação de uma biblioteca em cada distrito;

•    Política de Transparência da Pasta Cultura, sobre ações e previsão orçamentária para a Cultura; Política de Fomento Cultural: Destinação anual de verba para editais municipais nas diversas linguagens da Cultura, como música, fotografia, vídeo e literatura. Para além dos editais, ações de registros culturais envolvendo as “artes populares”, concebidas a partir de trabalho entre as Universidades e a sociedade civil, como associações e sindicatos;

E o patrimônio edificado?

Mesmo com mais com quase 300 anos de emancipação (existência política), Quixeramobim não possui sequer um prédio com tombamento oficial do município. Temos apenas na zona urbana, a Casa de Câmara e Cadeia, tombada como patrimônio da União, e a Casa de Antônio Conselheiro, patrimônio estadual por lei desde 2005.
Recentemente, o Ministério Público Estadual, decretou o Centro da cidade como “área de relevante interesse histórico”, após produção de documento sobre o Centro realizado pela 4. Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional (Iphan). A medida foi tomada depois de ações em prédios de historicidade simbólica e arquitetônica no entorno dos bens tombados. Continua embargada a área da antiga Farmácia São Pedro, demolida mesmo após comunicado do Ministério Público.

TAC Casarão - No outro caso, relativo ao antigo Casarão e Senzala dos Escravos (Casa do Zé Felício), foi definido um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) mediado pelo Iphan a partir de contato com os proprietários. Os mesmos desembolsam quantia para investimento em ações do patrimônio na cidade, com o projeto do novo prédio supervisionado pelo Iphan. A ONG Iphanaq foi contratada pelo Iphan para desenvolver algumas ações, originando o chamado projeto TAC Casarão, em execução no momento.

Mesmo com as ações do Ministério Público, continuam os riscos de problemas isolados na área diante da ausência de posicionamento da Prefeitura. Diante da decisão irreversível, aguardam-se medidas como a criação de legislação específica e decreto tombando a área central no plano municipal, além de diálogos práticos da Prefeitura com a Secult, o Iphan e as representações sociais.

Sem a tomada de posição e a ausência de bens tombados pelo município, Quixeramobim perde visibilidade e recursos anuais, impedindo o desenvolvimento econômico e turístico da área;

Ações do Projeto TAC Casarão:

Gravação dos CDs Boi de Reisado e do Rabequeiro Luiz Pereira, com apoio da SM Publicidade;

Seminário Patrimônio e Desenvolvimento, com experiências na área e compromissos de gestão;

Produção de embalagens ecológicas com imagens do patrimônio Quixeramobim para circulação no Hiper São Francisco;

Adequação do Projeto Arquitetônico do novo prédio com a presença interna do Memorial Zé Felício;

Boletim Informativo sobre o projeto e o tema no município

Opine e participe pelo iphanaq@gmail.com  

Fábrica Viva debate Cultura e Trabalho em Quixeramobim

Filmes, Seminário, encontros políticos e intervenções artísticas marcam o Projeto Fábrica Viva, realizado pelo Iphanaq com recursos do Fundo Brasil de Direitos Humanos, de São Paulo, após seleção em edital nacional. Com a temática Cultua e Trabalho, o Projeto, inicialmente, realizou exibições de filmes em São Miguel e em cinco bairros periféricos da cidade, com escolha a partir da concentração de trabalhadores da fábrica.
O homem que virou suco e Eles não usam black-tie foram os filmes exibidos ao público, sempre sucedidos de bate-papo ligado à realidade de trabalho, visto como direito e não como favor. Todo o material de exibição foi adquirido pelo Iphanaq com recursos do Projeto que, além de coordenação e mobilizadores, conta com apoio técnico e projeção de Waldenir Gadelha, integrante do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo. As exibições resultaram em depoimentos e fotografias, que embasam os encontros de articulação e darão o norte do material artístico preparado pelos fotógrafos Weynes Matos e Philipi Bandeira.

No último dia 29, no Liceu, o Projeto realizou o Seminário Trabalho, Cultura e Patrimônio, apresentando conferência com o economista e professor doutor José Meneleu Neto, especialista em estudos sobre o trabalho.

Cineclube Iphanaq chega ao segundo ano

O cinema vai aos sertões, pelo menos uma vez por mês. Com poucos recursos e sem financiamento institucional de projetos, o projeto Cineclube Iphanaq esteve presente, em 2009, na cidade e em todos os distritos de Quixeramobim. Um filme por distrito a cada mês, encerrando o projeto no Sítio São Joaquim, periferia da cidade. As exibições são organizadas com a presença de colaboradores, que chegam a solicitar os filmes e dão suporte de hospedagem e transporte à equipe do Iphanaq no projeto, responsável  pela montagem e mediação de debate após os filmes. O projeto chega ao segundo ano com exibições em novos locais dos distritos, agora também com o apoio institucional do Sesc Ler de Quixeramobim.    

Festa Reimosa celebra trabalho com alegria no dia 12

 
O Instituto do Patrimônio Histórico, Natural e Cultural de Quixeramobim (ONG Iphanaq) e trupe associada produziram a II Festa Reimosa na noite de sábado, 12 de junho, na Casa Antônio Conselheiro. A Festa marcou a conclusão da primeira turma do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo. Fruto de recursos públicos após seleção do projeto em edital da Secult, a turma recebeu formação através de oficinas em áreas como Educação Patrimonial, Gestão Cultural, Comunicação e Inclusão Digital, Arquivo e Documentação, Fotografia e Vídeo.

Seleção - Assim como no primeiro ano, as inscrições para a segunda turma superaram as 60 pessoas. Com apenas 30 vagas por ano, O Iphanaq realizada seleção anual a partir de edital elaborado e divulgado pela entidade. As aulas ocorrem nos finais de semana no Liceu, apoiador do Projeto Patrimônio Vivo, assim como o Sistema Maior de Comunicação.

Em comunicação com os alunos do primeiro ano são realizadas atividades do Projeto Interações Estéticas, selecionado pela Funarte e Coordenado em Quixeramobim pelo artista visual Alexandre Veras. Os alunos realizam documentários envolvendo temas como o imaginário da ponte metálica, o forró no Clube da Coelce, O boi de reisado e a pedra do letreiro.

Café do Alfredo


Parabéns aos organizadores pela realização do Café do Alfredo. Uma festa bonita, bem montada e, melhor, com produto concreto de cultura para a cidade. Além da apresentação do momento dos Irmãos Paulo, que animaram os presentes com caprichoso forró, a edição do café ofertou um CD produzido na própria cidade, incluindo músicas autorais, e canções outras cantadas por artistas locais. Um ótimo registro na linha do que o Iphanaq defende: algo de concreto para a posteridade. Durante o café, conversei com Sérgio Machado sobre os fato das seguidas gestões de cultura entrarem e saírem, mesmo pertencendo à mesma banca, sem deixar nada de concreto no que diz respeito a ações e produtos da cultura. Ele também externou certa insatisfação com problemas de estrutura na montagem de barracas da festa, além da redução de opções de lazer ofertadas no período pelo poder público. A festa, no entanto, é a prova de que é possível se produzir através de iniciativas minimamente planejadas com a cidade. Agradeço aos irmãos Sérgio e Ricardo pelo convite ao café.

Benjamins

Assim como antes, embora em outro contexto, a festa também serviu para a troca de ideias e surgimento de iniciativas em nome de uma melhor convivência na cidade. Foi assim que o presidente do Iphanaq, Neto Camorim, sugeriu a inclusão dos “Benjamins do Alfredo” na lista de bens para patrimônio municipal, justificando o valor ecológico, de memória da cidade e apontando a qualidade de vida pela ventilação. A intenção é juntar ao levantamento do Iphan, utilizada como referência pelo MP Estadual, objetos e espaços na cidade como árvores, mananciais hídricos (barraginha, açude da comissão, horto florestal) e outros bens de nossa historicidade simbólicas como bares (Bar do To, Miguel Balbino e outros) e zona do meretrício (por que não?) como espaços vivos de sociabilidade. O material é matéria prima para o movimento da campanha “Tombamento Municipal Já”, a ser deflagrada por Iphanaq e sociedade ainda em 2010. O Sistema Maior já sinalizou a participação direta na campanha. Pessoas e entidades interessadas devem fazer contato pelo iphanaq@gmail.com   

Plantando

Falando em árvore, outras manifestações foram atestadas durante o Café do Alfredo. O radialista J. Wilame, por exemplo, falou da indignação por ele propagada no rádio com a derrubada de árvore centenária na Teófilo Lessa. Foi lembrado também que muitas das árvores foram utilizadas em obras criativas tendo a cidade como cenário, como no livro Dona Guidinha do Poço, de Oliveira Paiva. Em ano eleitoral, cabe perguntar pelo amor a Quixeramobim tão propalado nas seguidas campanhas eleitorais. Além dos livros, e pensando em atitudes práticas pela qualidade de vida, integrantes do Ponto de Cultura, a partir de sugestão do professor Antônio Carlos, articulam o replantio de algumas delas e o plantio de novas na cidade. Um dos locais levantados é o largo em frente ao Casarão Pordeus, que teve árvore extirpada há algum tempo.      

Presença

No Café do Alfredo e na Festa reimosa esteve presente o arquiteto e compósito Fausto Nilo. À noite, na Casa Conselheiro, mesma onde nasceu, elogiou a exposição projetada na Casa pelos alunos do Projeto Interações Estéticas, da Funarte, com alunos articulados pelo Iphanaq e coordenados pelo artista Alexandre Veras. “Muito legal. É impressionante como se pode dar vida pela arte mesmo através de iniciativas que não envolvem necessariamente muito dinheiro”. No Café do Alfredo, um pequeno lamento do compositor, compartilhado por muitos presentes e que fica para reflexão e ação dos lêem: “Soube que foi retirada a data de construção do prédio da prefeitura. É triste ver o próprio município em notícias como essa”.
Postado por: Danilo Patrício é professor e integrante da ONG iphanaq

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1 Comentário

por Osvaldo, em 01 de Julho de 2010 as 12:57
Pouco a pouco,organizações sociais que visam ao trabalho pela Cultura e o Patrimônio Cultural de Quixerambim articulam-se entre si e ganham em organização e legitimidade para reinvidicar projetos de interesse público.Tombamento e muito mais, nós queremos. Avante!

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