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10/09/2010
À mesa do Banquete

Saúdo Bruno Paulino pelo que apresentou em sua coluna, servida no último Banquete. O trabalho de pesquisa que desenvolve como bolsista é exemplo de como a preservação de arquivos pode ser transformada em conhecimento e riqueza para as novas gerações.

Por que trabalhamos

A memória é uma faculdade que distingue fortemente o humano dos demais seres vivos. Graças a ela, temos uma relação singular com o tempo e com a realidade (as realidades?). Devido a isso, fazemos história, investimos de afetos (bom ou ruins) as coisas, as pessoas e as recordações. Imagine-se você, caro leitor, sem qualquer lembrança de sua infância e de sua história, dos amores que teve, das felicidades e apuros que passou na vida, de uma palavra que o confortou ou de uma despedida infeliz. Imagine-se, ainda, sem qualquer referência de seus pais ou ancestrais, sem lembranças dos amigos e dos lugares em que brincou ou chorou na meninice. O que lhe ocorre? Não se desespere, é só um exercício. Agora imagine Quixeramobim sem a Barragem, sem o prédio da Prefeitura e a Casa de Câmara e Cadeia, sem a Igreja Matriz, sem o vento dos bê-erre-ó-bros, sem a Ponte Metálica, sem a Casa Paroquial e a Casa de José Felício, sem os lugares  que você  costuma ir com sua família, sem aquela recordação que você gosta de ter quando está saudoso, Quixeramobim sem qualquer memória. O que seria de nossa terra? O que seria da sua relação com o lugar em que habita e da sua relação consigo?

Os espaços individuais e coletivos,urbanos ou não, são investidos de afeto e se transformam em memória e recordação. A apropriação destas, por sua vez, compõe o psiquismo de cada um e conecta história individual e coletiva. Sem essas conexões e a possibilidade de pertencer a uma história, a vida fica rasa, vazia, reduzida a um eterno presente e a uma eterna repetição. Reduzimo-nos não a animais, que estes vivem muito bem como são, mas à nossa porção de brutalidade, de ignorância e bestialidade, tão danosa para vida humana e para a natureza.

Quando se destrói um prédio ou um espaço de valor histórico e afetivo, não se  remove a pedra no caminho do “desenvolvimento” ou  perde-se apenas tijolos e velharias, perde-se um pedaço de humanidade, um laço da teia que nos irmana e nos faz sentir parte de um povo, de uma história, de uma comum-idade. Sem essa possibilidade, resta-nos muito pouco a fazer como sujeitos na História. Talvez exatamente isso interesse a alguns. Mas não interessa a nós e àqueles que trabalham pela preservação sustentável do patrimônio de Quixeramobim. Por tudo o que foi exposto  é que trabalhamos, sem nos apoiar em caridade ou nostalgia.


Faça você mesmo
Em tempos de eleição, vale a pena conhecer a história dos candidatos e tirar por si as conclusões. A internet ajuda nisso. Veja o que dizem dois jornalistas, Cynara Menezes e Alberto Dines, sobre os candidatos a vice-presidente nas chapas de José Serra e Dilma Roussef, acessando os endereços abaixo. Leia e pense, por você mesmo.

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=7314

http://joaobosquo.blog.br/?p=4189 

Doce de Leite

Em breve,ocorrerá em Quixeramobim um grande seminário para discutir as relações entre patrimônio e desenvolvimento urbano---Em agosto, aconteceu uma merecida homenagem a Fausto Nilo---Já viram o avatar do Riacho da Palha?---Nostalgia e saudade não são a mesma coisa--- O Plano Diretor de Quixeramobim dirige o quê?---Sugiro a leitura do livro Coivara da Memória,do sergipano Francisco Dantas---Se algo sobra, é porque algo falta---Em 2010 choveu pouco, em 2011, secará? Ouvir Antônio Carlos e Luciano Costa contando histórias é bom demais.

Postado por: Osvaldo Costa Martins - Membro do IPHANAQ

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3 Comentários

por Bruno paulino, em 16 de Setembro de 2010 as 09:49
Ja dizia Guimarães Rosa que o lugar onde a gente nasceu deveria de ser sagrado. Parabens Oswaldo!!
por Danilo Almeida Patrício, em 14 de Setembro de 2010 as 18:46
As palavras nos levam a pensar sobre o que é mesmo feito de prático pelo que se gosta das memórias em Quixeramobim. Parabéns!
por Neto Camorim, em 11 de Setembro de 2010 as 08:34
Valeu, Osvaldo, seu texto nos convida e estimula a acreditar que é possível construir um mundo melhor e com nossas memórias, sejam eles individuais ou coletivas. Temos mesmo é que insistir em ousar! Sobre as digas das histórias do Antonio Carlos e Luciano Costa além de aprender mais é estar sempre sabendo dos bastidores das notícias de maneira bem humorada! Um grande abraço! Neto Camorim

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