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01/12/2010
Anedotas de Quintino Cunha em Quixeramobim

Bruno Paulino narra e comenta o anedotário de Quintino Cunha que, nascido em Itapagé, marcou a trajetório pelo imaginário afetivo ligado a Quixeramobim. 

Praticamente ninguém em toda a nossa historia encarou tão bem o jeito “moleque de ser” dos cearenses como o fez o poeta, advogado e repentista Quintino Cunha. A sensação que me atravessa como leitor de seus casos e anedotas é a de quem frequenta um pensamento tornado pelo riso – pelo riso da alegria, da surpresa, do encontro, do improviso, bem entendido, não do riso malvado do aniquilamento do outro, não do riso que deriva a crítica maldosa face à suposta falta constitutiva do outro.

Quintino Cunha nem ri nem faz rir a não ser do que, tornando-se risível, fortalece o pensamento, empresta brilho à vida, desloca certezas e permite a emergência de novos olhares, de novas palavras, de novas verdades sobre o vivido e o por viver.

O poeta viveu sete anos em Quixeramobim. Mesmo possuindo já uma saúde debilitada, nunca deixou de ser o Quintino alegre e preparado para qualquer desatino, o que acabou rendendo muitos casos entre os populares. Conta-se que, numa tarde, encontrando-se na casa de João Belém, um dos muitos amigos de roda com quem conviveu, deu-se o seguinte diálogo:
            - Burro é você, que diz que é materialista! – esbraveja Quintino.           
           
- Digo, e é verdade! – retruca o outro.
           
           
- Verdade? - Rebate o poeta – Verdade é um substantivo abstrato. Logo, você não é materialista!

Outro dia, estando no bilhar de Antônio Patrício, um comerciante que sempre contava com Quintino para alegrar o ambiente, travou-se a seguinte pendenga sob certa palavra, desta vez com Dr. Álvaro:

            - Espere vou buscar um dos meus livros... – Exclama ao levantar-se o Dr. Álvaro.

Quintino eleva a voz e diz:

            - Para mim, não adianta, Você é um “burro” cercado de livros e eu sou um livro cercado de “burros”.

O caso mais famoso e conhecido das anedotas de Quintino, entre os populares de nossa cidade, se dá pelo fato do poeta, que se dizia cansado da paisagem cotidiana da cidade, viver a afirmar que Quixeramobim possuía três coisas grandes: o nome, a ponte e língua do povo.

Acontece, porém, que Quintino foi acometido de uma insidiosa doença que o reteve no leito, e o povo o cercava com o mais afetuoso carinho. Ozeas Martins, jornalista dos “Associados”, foi entrevistá-lo e interrogou sobre as três coisas grandes de Quixeramobim.

O poeta desfez a primeira trinca com maestria:

            - Quixeramobim tem três coisas grandes, o nome, a ponte e o coração do povo.
Postado por: Bruno Paulino do Nascimento é graduando em Letras pela UECE (Feclesc)

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1 Comentário

por Marcos Santiago, em 18 de Dezembro de 2010 as 11:13
Parabéns Bruno por sua inteligência e sensibilidade, é muito importante esse resgate ao passado, principalmente quando retrata pessoas que acrescentaram algo de tão importante para o ser humano como a alegria, essas pessoas ajudam a tornar nosso mundo cada vez melhor. Os pequenos que observam os GRANDES, amanhã se tornarão um deles e, não tenho a menor dúvida de que você será um GRANDE.

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