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02/03/2011
Carminha André é destaque no Papo Cultural

Em dose dupla, o Banquete Geral aborda êxito do Projeto Papo Cultural, que recebeu a senhora Carminha André, e traz texto sobre trampolins no município.


A Ong. IPHANAQ e o Ponto de Cultura “Patrimônio Vivo” realizaram no dia 25 de fevereiro, na Casa de Antônio Conselheiro, o segundo Papo Cultural, que desta vez recebeu como convidada a senhora Carminha André, secretária da Paróquia de Santo Antônio durante 46 anos, atualmente aposentada. Carminha é uma das personalidades mais conhecedoras do cotidiano e da história da paróquia nos últimos 50 anos.

O Coordenador do projeto, Bruno Paulino, apresentou uma breve biografia da convidada, que antes de ser secretária paroquial trabalhou no DNOCS, em 1959, e depois como balconista da padaria de Seu Luís Costa. Em 1964, passou a trabalhar na Paróquia de Santo Antônio, como Secretária Paroquial. Não ficava apenas na cidade. “Nas décadas de 70 e 80 do século passado, viajava com os padres para as missas na zona rural, fazia sozinha acompanhamento em 180 comunidades”, recorda.

Passou a ajudar também depois o Padre José Van Esch, quando ele assumiu a paróquia, em 1969, nas campanhas de ajuda aos podres: Doação de casas, roupas, ajuda financeira, onde ela era a responsável de entregar mensalmente aquela “ajuda”, nos envelopes previamente separados pelo Padre José, até quando ele esteve na paróquia.

Não foi por acaso que a participação dela no Papo Cultural  reuniu  tanta gente. Familiares, amigos e amigas, como a senhora Selma Costa, irmã de Fausto Nilo, relembrou com saudosismo a passagem de Dona Carminha como balconista na padaria do Seu Luis Costa.

Foi um momento de muita alegria, humor, emoção e de conhecimento para todos os presentes, como uma turma de alunos do 3º ano do ensino médio da EEFM Assis Bezerra, parceira desse evento.

Homenagem - No final do evento, Bruno Paulino leu um texto de já tinha escrito em sua homenagem, em 2009, e a Ong. IPHANAQ entregou uma comenda de menção honrosa a Carminha André, pela sua valiosa contribuição para a difusão da história e da memória em Quixeramobim.

O projeto Papo Cultural é uma ação da Ong. IPHANAQ e do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo, com patrocínio do Minc- Governo Federal e da SECULT- Governo do Estado do Ceará, e apoio do Sistema Maior de Comunicação (Neto Camorim, coordenador do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo e integrante da ONG Iphanaq)

O FEUDALISMO E O PROCESSO DE OCUPAÇÃO DOS CARGOS PÚBLICOS DE QUIXERAMOBIM

Calma, isto não é uma aula de História. É apenas uma história que acontece em várias partes do nosso país ou, por melhor dizer, acontece praticamente nas esferas do país, estado e município.

Como estou em Quixeramobim, vou me reportar a nossa realidade. O serviço público (ou o que deveria ser público) ainda é um grande desafio, ou melhor dizendo, é ainda uma das coisas que mais envergonham e revoltam àqueles que acompanham os acontecimentos locais, ou que imaginam e têm esperança de conseguir um trabalho após longos anos de estudo e preparação para tal.

É do conhecimento de todos que, sempre ao final de cada ano, um grande número de funcionários públicos que erroneamente são chamados de “temporários” são demitidos. Caso contrário, é inviável para os cofres públicos (que mais parecem de algumas pessoas ou de um grupo) honrar os direitos daqueles que ingressaram no serviço público, através de concurso, se efetivando como servidor municipal. É claro que alguns, protegidos ou apadrinhados, permanecem trabalhando. Sendo que alguns não precisam ir ao local de trabalho. Isso não faz muita diferença, pois a grande maioria desses sequer tem competência para aquilo ao qual foi contratado ou mesmo porque sua contratação se deu por conta dos compromissos pessoais de campanha.

Escolhas? - Mas isso é por pouco tempo. Em janeiro, todos aqueles que foram demitidos voltam ao serviço público. As secretarias voltam a ser aqueles velhos cabides de emprego. Mas esse não é o maior problema. A gente sabe que, como não se faz concurso, é necessário contratar temporariamente, que é uma maneira “legal” de fraudar nossas legislações. O pior é que a escolha é feita de forma vergonhosa, faltando com respeito a todos que se dedicam anos e anos ao estudo na esperança de conseguir um trabalho no serviço público.

Para completar, o bolo do empreguismo é fatiado entre os “representantes do povo de Quixeramobim”, senhores vereadores  e outras lideranças que ficam dentro de suas regiões indicando quem vai assumir o que.

Dessa forma, todos os serviços públicos - educação, saúde, segurança, infraestrutura, entre outros - ficam mais uma vez abarrotados de “funcionários” que não têm nem sequer uma sala para ocupar e muito menos o que fazer. Consequentemente, fica inviável investir em qualificação, uma oferta mais humanizada dos serviços públicos, o pagamento de um salário decente ao servidor.

Nossas glebas deles - Por isso que me reportei no título desse pequeno texto sobre o feudalismo e o processo de ocupação dos cargos públicos em Quixeramobim. Assim como o feudalismo, onde um senhor feudal sozinho tomava de conta de grande extensão de terras, ditando as normas, os tributos, a religião, enfim, regulando a vida das pessoas e da sociedade, da mesma forma vemos o poder público sendo dividido entre aqueles que teoricamente estariam para coibir tais abusos, mas que se utilizam desse mecanismo para capitalizar dividendos eleitorais.

Trampolim - Até quando nossos governantes e representantes vão fazer do poder apenas um trampolim para crescerem na vida à custa da negação dos direitos da maioria? Até quando os cargos públicos vão ser ocupados de acordo com os interesses dos “senhores feudais vereadores” e outras lideranças, desrespeitando as leis e a população como um todo? Quando veremos a escolha de ocupantes dos cargos públicos feito de forma honesta, através de um processo seletivo onde todos possam participar e de acordo com sua preparação e competência ao assumirem o serviço público?

Sabe até quando? Até quando a gente quiser. O poder está em nossas mãos, e se nós quisermos, faremos tudo isso mudar. Não parados como estamos, esperando que as coisas melhorem, e que venha um salvador com espada da justiça na mão destronando os desonestos e elevando ao poder aqueles que realmente merecem. Salvador da situação somos todos nós. A espada está em nossas mãos e cada um guarda em seu poder um pedacinho dela. Resta agora juntarmos cada pedaço dessa espada da justiça e juntos mudar tudo isso que aí está. Caso contrário, os senhores feudais do serviço público continuarão reinando absolutos, distribuindo entre seus vassalos as benesses do poder, e nós, pobres servos, iremos continuar presos ao serviço público, sem a perspectiva de vermos a justiça social reinar entre nós.
Postado por: Aílton Brasil, professor de História e presidente do Iphanaq

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