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23/08/2012
Grupo de Estudo Sertões e Memórias encerra a Leitura do Homem

No último dia 13 de agosto, o grupo de estudo sertões e memórias se reuniu na Casa de Antônio Conselheiro, onde concluiu a leitura do “homem”, segunda parte dos Sertões de Euclides da Cunha.

As discussões deste encontro estiveram voltadas para os capítulos IV e V. No capítulo IV, Euclides apresenta Conselheiro, como documento vivo do ativismo. Um grande homem pelo avesso, representante natural do meio em nasceu. Quixeramobim, sertão central do Ceará. Teve sua trajetória de vida familiar marcado pelos conflitos entre os Araújos e Maciéis, constituindo assim, seus primeiros reveses e quedas em sua terra natal que lhes expulsou pelos sertões afora. Primeiro faz paragem na região norte do Ceará e depois adentra pelos sertões de Pernambuco, Sergipe e Bahia, fazendo peregrinações e martírios. Vira lenda com suas prédicas e profecias pelo sertão, as autoridades da época, lhes transformam num “monstro”. Ele assusta, incomoda e desafia os poderes da Igreja, do Exército e do latifúndio. Direciona-se para o norte baiano para fundar o Arraial do Belo Monte.

Como destaca Euclides da Cunha, ele “conhecia o sertão, pois percorrera todo numa romaria de vinte anos. Sabia as paragens ignotas de onde não arrancariam. Marcara-as talvez, prevenindo futuras vicissitudes. Endireitou, rumo firme para o norte”. Chega então em Canudos.

No capítulo V, Euclides descreve minuciosamente Canudos. Seus antecedentes, aspectos naturais e crescimento vertiginoso coma chegada de conselheiro e seus seguidores. Transformando-o, num local de população multiforme e de forte conotação religiosa, sendo acusados de fanáticos e de bandidos. A construção do templo era considerada a estrada para o céu. Com suas rezas diárias e agrupamentos bizarros que passaram a pregar contra a República e acusados de monarquistas. Canudos depois de quatro expedições, nas palavras de Euclides da Cunha, acabou sendo “uma missão abortada. Maldição sobre a Jerusalém de taipa”.

Após as discussões do grupo e as conclusões e reflexões sobre Conselheiro e Canudos, ficou agendado que dia 14 de setembro iniciarão a leitura da Luta, a partir de seus antecedentes; causas próximas da luta. Uauá; preparativos da reação. A guerra das caatingas e autonomia duvidosa. Até o próximo encontro.
Postado por: Neto Camorim- Professor de História e Integrante da Ong. Iphanaq - netocamorim@gmail.com

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