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06/03/2013
Ex-vereador Zequinha Alexandre apresenta sua trajetória política no Papo Cultural

Aconteceu no último dia 28 de fevereiro na casa de Antônio Conselheiro, a 25ª edição do projeto Papo Cultural. O convidado foi o ex-vereador Zequinha Alexandre que exerceu 08 (oito) mandatos consecutivos na Câmara Municipal de Quixeramobim.

Inicialmente o coordenador do Papo Cultural, Neto Camorim, fez uma breve apresentação do convidado, destacando alguns aspectos de sua vida, gentilmente cedidos pelos seus familiares. Vejamos a seguir:

José Alexandre Nunes nasceu no dia 30 de maio de 1939, na cidade de Portalegre no Rio Grande do Norte. Filho de Jerônimo Alexandre Nunes e Elvira Alves Nunes, aos sete anos deixou sua terra natal, utilizando como meio de transporte um jumento.

Veio para o estado do Ceará, residir no município de Quixeramobim, mais especificamente na fazenda Coque. Quatro anos depois foi morar na cidade de Quixadá, porém, em janeiro de 1952 voltou para o município de Quixeramobim e foi morar no distrito de Passagem, onde residiu até o ano de 1997.

No ano de 1965 casou-se com a senhora Rita Pereira Nunes, e dessa união nasceram sete filhas.

Ingressou na política em 1971, tendo sido eleito pela primeira vez no dia 15 de novembro, para compor o quadro de vereadores eleitos na Câmara Municipal de Quixeramobim, onde permaneceu até o dia 31 de dezembro de 2004, quando se aposentou, sendo até então, o único vereador do Ceará com oito mandatos consecutivos sem ter perdido nenhuma eleição.

Após a apresentação de sua biografia, o Sr. Zequinha Alexandre falou da sua trajetória política ocupando a função de Vereador durante 32 anos no município de Quixeramobim.

 No início não queria entrar na política, mas foi convencido por Alfredo Machado e Leorne Belém. E a partir de 1971, enfrentou esse desafio. Segundo o mesmo, “sair da política foi mais difícil que entrar. Vira uma espécie de ciclo vicioso. Você vai assumindo compromisso, vai gostando e ficando. Foram mais de três décadas da minha vida dedicada a essa atividade. Só consegui me manter tanto tempo como vereador, graças ao apoio do povo e a compreensão da família, que sempre esteve do meu lado”. Destacou.

Durante sua fala, Zequinha Alexandre frisou que no começo de seu trabalho parlamentar, não havia remuneração para o cargo. Era uma dificuldade enorme para os partidos lançarem uma quantidade mínima de candidatos nas eleições. Pouca gente queria entrar na política partidária e concorrer a cargos eletivos. Esse quadro só veio a mudar a partir de 1975 quando os vereadores passaram a receber salário. “Era tão pouco que o povo nem aperreava tanto”. Ressaltou o ex parlamentar.

Quando foi perguntado como pautou sua atuação política, ele destacou que considera ter realizado um bom trabalho, pelas conquistas e realizações para o distrito de Passagem, sua principal base eleitoral. Segundo o ex-parlamentar ele conseguiu a eletrificação, escolas na maioria das comunidades e a obra hídrica mais importante de Quixeramobim, o açude fogareiro, no qual esteve diretamente envolvido na luta pela sua construção.

Destacou também que nunca foi vereador de oposição. Em sua opinião, “parlamentar no município sem o apoio do prefeito reduz sua ação política a quase nada. Não tem como atender as reivindicações das comunidades. O povo pede muito coisa pra ser feita e sem o apoio da prefeitura é impossível realizar”.

Durante o debate, foi lhe perguntado como era a tramitação da pauta na Câmara municipal durante seu período de vereança. O ex vereador disse que geralmente recebia a pauta com três dias de antecedência das votações. “A gente levava pra casa para estudar e ver o que poderia ser alterado”. Atualmente em sua opinião houve um retrocesso. Os vereadores só ficam sabendo da pauta na véspera das sessões. Eles não tem tempo hábil para analisar as matérias. Isso mostra uma total subserviência do poder legislativo ao executivo.

Para encerrar sua participação no Papo Cultural, agradeceu a Ong. Iphanaq pelo convite e ter lhe dado a oportunidade de contar a sua história como cidadão e vereador. Na maioria das vezes os ex são esquecidos. E disse ainda que tudo que tem hoje agradece ao povo pela generosidade e confiança nele depositada durante todo esse período como parlamentar.

Nas suas considerações finais ainda lhes perguntaram sobre o porquê das pessoas dizerem que os políticos mentem tanto. Em tom de brincadeira o Sr. Zequinha saiu com essa frase: “Se mentir muito, ainda foi pouco”. E acrescentou: “Tive oito mandatos nunca cheguei à presidência da Câmara, mesmo tendo exercido o cargo de líder de alguns prefeitos. É sempre bom ressaltar que às vezes mentimos enquanto político, porque os outros políticos aos quais somos ligados nos prometem e também não cumprem. Então somos tachados de mentirosos”.

Para concluir, o presidente do Iphanaq, Ailton Brasil, entregou ao Sr. Zequinha Alexandre uma menção honrosa pela sua participação no Papo Cultural.
Postado por: Neto Camorim – Integrante da Ong. Iphanaq e coordenador do Papo Cultural / netocamorim@gmail.com

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