História
Turismo
Arte e Cultura
Antonio Conselheiro
Galeria de Fotos
Informações Úteis
Fale Conosco
 
 
 
Domingo, 30 de abril de 2017.
No ar: - -
No ar: - -
 
 
Antonio Conselheiro e Canudos

Antonio Mendes Maciel nasceu em Quixeramobim em 1830, na mesma casa onde também nasceu o arquiteto e letrista Fausto Nilo. Seu pai, Vicente Mendes Maciel, era por ele ajudado em sua mercearia. Falecido, o filho cuidou das irmãs. Casadas todas, tratou de constituir a própria família. Casou com Brasilina, que lhe foi infiel. Maculado em sua honra, partiu para morar em várias localidades. Em Tamboril-Ce lecionou português e aritmética. Em Sobral-Ce, caixeiro viajante. Com a nova mulher, igualmente desleal, mesmo assim decidiu manter o convívio transferindo-se para Campo Grande (hoje Guaraciaba do Norte-Ce), onde funcionou como escrivão auxiliar. Desceu a Serra para instalar-se em Ipu-Ce, sobrevivendo como advogado (rábula). Persistiu o adultério, agora notório, fugindo com um sargento de polícia. Confuso, seguiu para Santa Quitéria-Ce e conheceu Joana Imaginária, uma santeira. O convívio foi breve. Mascateou e desapareceu para livrar-se de credores. Perambulou incógnito até a região de Cariri-Ce. Próximo à Cidade de Crato-Ce foi acolhido por um parente, a quem feriu com um espeto de assar carne, que, a pedido de um Maciel, não o culpou. Antonio ziguezagueou sertões adentro. Passados dez anos reapareceu na Bahia, já mudado. Euclides da Cunha fala de um anacoreta: entregue à meditação, à penitência, recluso, solitário, enigmático, barba e cabelos longos, trajando um camisolão de brim americano, apoiando-se num bastão. Mal alimentado, movimentava-se sem norte. Vez por outra dormia ao relento. O pregador surgiu em 1876 em Itapicuru de Cima, Bahia. Foi preso como suspeito da prática de homicídio. Improcedente a acusação, viu-se livre. Tornou a pregar já com seguidores. Afamou-se como milagreiro. Aconselhou, recuperou e construiu cemitérios, capelas e igrejas. Defendeu o não pagamento de impostos e de novo foi preso. Livre, fixou-se em Canudos, propriedade abandonada às margens do rio Vaza-Barris, onde situou a sua comunidade alicerçada na fé mística e na coletivização da terra, dos rebanhos e dos produtos frutos do trabalho. Tudo era de posse comum, exceto as residências e os bens móveis.

Canudos se expandiu desordenadamente, com casebres amontoados, ruelas estreitas e sinuosas: um arraial. Jogos e bebida alcoólica eram proibidos. Orações e penitências era a lei. Para os que não a cumpriam, castigos e prisão.

Mandou comprar em Juazeiro da Bahia a madeira para o teto da igreja em construção. Pagou antecipado, mas não a recebeu. Conselheiro e sua gente invadiriam a Cidade, espalhou-se a notícia. O Governo da Bahia mandou cem homens sob o comando do tenente Pires Ferreira. Retiraram-se quando surpreendidos pelos conselheiristas. A Bahia pediu o apoio do Governo Federal. Canudos era, agora, uma questão nacional, resultando na maior guerra civil da nossa história, sangrenta, fraticida! Sertanejos, precariamente armados, lutaram e resistiram brava e heroicamente a três expedições do Exército nacional. Renderam-se? Jamais! Canudos foi dizimada em fevereiro de 1897. Um equívoco histórico. Era Presidente Prudente de Moraes.

Euclides da Cunha assim encerrou seu épico Os Sertões: “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no quinto dia ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.”
Canudos não era inexpugnável. Materialmente não! Mas a fé e a coragem do Conselheiro e dos seus seguidores, estas sim, mostraram-se invencíveis. O exemplo ficou. A História reconhece. O Mundo sabe: Canudos vive!

A epopéia do quixeramobinense Antonio Conselheiro é tema de estudos, ensaios e tratados acadêmicos mundo afora. Sua saga virou filme de grande repercussão.
Os que integram o Sistema Maior de Comunicação, sensíveis e reconhecedores da relevância deste fato histórico para o nosso País, decidiram conferir à sua emissora de freqüência modulada a denominação de FM CANUDOS, expressão de homenagem e desejo de contribuir para perpetuar na memória desta e das futuras gerações a saga do nosso conterrâneo Antonio Mendes Maciel, um dos protagonistas da história nacional conhecido como ANTONIO CONSELHEIRO.
(Ricardo Machado).
 
 
 
 
 
Sistema Maior de Comunicação
Rua Monsenhor Salviano Pinto, 507 – Centro CEP 63800-000 Quixeramobim – CE
Fones: (88) 3441.0263 / 3441.1178 Fax: (88) 3441.1209 - E - mail: contatomaior@sistemamaior.com.br
Copyright © 2006-2017  - Todos os direitos reservados