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Segunda-feira, 26 de junho de 2017.
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Arte

Simplesmente Fausto Nilo
Certa feita, perguntado se gostaria de ser identificado como o poeta e arquiteto ou como o arquiteto e poeta, respondeu: “tanto faz, afinal são duas poesias.” De fato tudo é estética. Uma, a poesia, é a estética do sentimento transformada em verbo. A outra, a arquitetura, é a estética do sentimento materializada em formas. No mínimo, são duas espécies de um mesmo gênero. Estamos falando sobre Fausto Nilo. Do arquiteto podemos contar, em Fortaleza, do Centro Cultural Dragão do Mar, da nova praça do Ferreira e de tantos outros projetos, plantados aqui e alhures. Do letrista, muitos se deleitaram e, com certeza, acalentaram sonhos e embalaram sentimentos ao som de Pequenino Cão e Felicidade, na voz de Simone; Bloco do Prazer, com Gal Costa; Você Se Lembra e Chorando e Cantando, com Geraldo Azevedo; Meninas do Brasil, cantada por Moraes Moreira... e de muitas outras através de intérpretes que também emprestaram voz à sua poesia, como Nara Leão, Caetano Veloso, Belchior, Chico Buarque, Fagner, Dominguinhos, Rita Lee, Maria Betânia, para mencionar apenas alguns. Seu verso, nas músicas Chão da Praça e Zanzibar iniciaram a era moderna do carnaval de rua da Bahia. Outras, Baião da Rua e Cidade Nua, foram reconhecidas e, por isso, receberam, em duas oportunidades, o Prêmio SHARP de melhores letras do ano.

Nascido na mesma casa onde nasceu Antonio Conselheiro, em Quixeramobim, no centro do Ceará, é das coisas da vida e da força telúrica que extrai a essência do seu verso. Mas, como outros, Fausto entende que o homem deve manter o pé no torrão sem tirar a vista da imensidão. Essa visão nos anima a pensar, com certeza, que alguns valem pela antologia e outros pela ontologia, mas Fausto... esse vive e sobreviverá por ambas. Após insistência dos quantos muito lhe admiram a arte, gravou e faz apresentações interpretando sua vasta e emocionante obra, quando expressa a beleza e a força que o seu verso conduz, cantando o sentimento de vida e da terra, do outro e das coisas do mundo.

Skolástica
Antonio Fernandes, humorista da nova safra cearense, é presença certa nos palcos de Fortaleza e participações em redes nacionais de televisão. Verve afiada, conquista pelo talento na arte de interpretar, com reconhecido humor, o cotidiano da nossa gente.

Lapidários e outros
Quixeramobim se constitui em centro de lapidação de pedras preciosas e semi-preciosas, onde a matéria-prima, em sua maioria, é extraída no próprio município. Esta atividade, fruto da riqueza que a natureza nos legou, ao gerar divisas, realça o bom gosto e as habilidades dos nossos vários artesãos e lapidários, cujas peças são expostas e vendidas em vários estados da Federação. Acrescente-se às artes plásticas, a produção artesanal em madeiras, bisquit e pedra sabão, bem como a confecção de redes adornadas com lindas varandas e belíssimos e tradicionais bordados.

Sanfona, voz e viola. Sanfoneiros, violeiros, aboiadores e cantores são presenças marcantes na vida artístico-cultural de Quixeramobim, depositários e perpetuadores que são de uma tradição que remonta no tempo como o fio que resgata a adaptação e a transformação miscigenadas de culturas d’além-mar.

 
Cultura

Como visto, Quixeramobim é um dos mais antigos municípios do Ceará. A sua história é contada nas mais diversas manifestações culturais. Na arquitetura, a Casa de Câmara e Cadeia aponta a Confederação do Equador e o momento em que a cidade tornou-se a capital do Estado. A Ponte Metálica, importada da Bélgica, ao tempo em que marca na memória a importância das estradas de ferro, traduz a tragédia em que perdeu a vida, na véspera da sua inauguração, o Comendador Garcia, a quem creditamos a passagem dos trilhos bitolados por nosso solo. Suas igrejas seculares, como a Matriz de torres majestosas e recuadas, e a Capela do Cemitério, de raro estilo arquitetônico.


O Boi de Reisado do Mestre Piauí, referencial do ciclo do gado e ponto de encontro do nordeste brasileiro com a cultura portuguesa, traduz também a verve questionadora das festas populares.
Na literatura, Manuel Bandeira registrou sua estada em Quixeramobim e Oliveira Paiva romanceou o episodio trágico de Dona Guidinha do Poço (Marica Lessa - Maria Francisca de Paula Lessa), que, como a saga de Conselheiro em Canudos, também virou filme. Historiadores como Ismael Pordeus, Fernando Câmara e Marum Simão, dentre outros quixeramobinenses, se firmaram no cenário lítero-cultural do nosso Estado.

Na hospitalidade do seu povo, encontramos a cordialidade sertaneja e o desejo de receber bem os visitantes.
 
 
 
 
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